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Conhecimento sobre armadilhas e rastreamento

Ler rastros, entender princípios, respeitar a lei

SurviveBetter · Atualizado em 2026-10-17 · 42 entradas

Ler rastros, comportamento animal, história e mecânica – e as armadilhas clássicas dos manuais de sobrevivência como conhecimento apenas para emergências. Sem direito de caça, armar armadilhas é ilegal na Áustria e na Alemanha; só se justifica diante de risco real de vida.

01 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Ler rastros de animais – para ficar atento, não para caçar

Pegadas, fezes, sinais de alimentação, trilhas de animais e marcas de arranhões revelam quais animais passam por uma área e quão recentes são os rastros. Esse conhecimento ajuda a escolher bem os locais de acampamento, evitar encontros com animais silvestres de grande porte e viver a natureza com mais consciência. Os sinais são observados e fotografados – não seguidos para localizar os animais.

Sinais recentes de animais silvestres de grande porte (por exemplo, fezes muito frescas, solo remexido, uma carcaça) são um aviso para evitar a área: não siga, volte ou escolha outro caminho e siga as orientações locais.

Não toque em fezes, carcaças ou animais mortos – eles podem transmitir agentes patogênicos e parasitas. Lave as mãos depois.

Muitas áreas têm regras para permanecer nas trilhas e períodos de proteção. Confira as regras locais e não perturbe os animais.

Materiais

  • Binóculos(opcional)
  • Telefone celular(opcional) – Fotos com referência de tamanho

Passos

  1. 1

    Olhar com atenção

    Solo macio, como lama, areia e neve, mostra melhor as pegadas. Procure também trilhas de animais, plantas roídas, solo remexido e pelos em galhos ou cercas.

  2. 2

    Registrar o tamanho

    Fotografe as pegadas diretamente de cima, com um objeto de tamanho conhecido ao lado. Não pise nos rastros nem os altere.

  3. 3

    Estimar a idade

    Bordas bem marcadas, solo úmido e paredes que não desmoronaram indicam rastros recentes; chuva, folhas ou trilhas de insetos dentro da pegada indicam rastros mais antigos. A estimativa é sempre aproximada.

  4. 4

    Tirar a conclusão

    Trilhas de animais muito usadas, bebedouros e áreas de alimentação não são lugares para acampar. Diante de sinais recentes de animais grandes, afaste-se e mude seu trajeto.

  5. 5

    Identificar depois

    Compare as fotos em casa com um guia de campo regional ou com um órgão especializado. Identificar a espécie com segurança é difícil e muitas vezes só dá certo com experiência.

Erros comuns

  • Seguir por curiosidade rastros recentes de animais grandes
  • Tocar nas fezes
  • Andar fora da trilha em áreas protegidas
  • Concluir com certeza a espécie a partir de uma única pegada

Limites e riscos

  • Sem chaves de identificação de espécies
  • Sem orientações para localizar animais

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/track-animal-signs

02 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Distância dos animais silvestres e comportamento em encontros

A maioria dos encontros perigosos com animais silvestres acontece porque as pessoas chegam perto demais, surpreendem os animais ou dão comida a eles. Manter distância, não encurralar os animais, manter os cães na coleira e se fazer notar em terrenos de pouca visibilidade evita isso. Como agir num encontro com animais grandes, como ursos, alces ou javalis, depende da espécie e da região – o que vale é a orientação do parque local ou da autoridade de vida silvestre.

Nunca se aproxime, alimente, toque ou encurrale animais silvestres para fotos – mesmo que pareçam mansos. Se um animal muda de comportamento por sua causa, você está perto demais: aumente a distância com calma.

Situações especialmente perigosas: mães com filhotes, animais comendo ou junto a carcaças e animais surpreendidos a curta distância. Evite essas situações mantendo uma boa margem de distância.

Como reagir a um encontro com uma espécie específica varia conforme o animal e a região. Antes da viagem, leia e siga as orientações do parque local ou da autoridade de vida silvestre.

Depois de uma mordida ou arranhão de um animal silvestre, procure ajuda médica. Em caso de ferimentos graves, ligue para o número de emergência local (112 na UE).

Materiais

  • Binóculos(opcional) – Observar sem se aproximar

Passos

  1. 1

    Informe-se antes

    Leia as orientações do parque ou da autoridade de vida silvestre: que animais há ali, quais distâncias e regras de comportamento valem, quais equipamentos são recomendados ou exigidos?

  2. 2

    Faça-se notar

    Em mata fechada, perto de riachos ou em curvas com pouca visibilidade, fale ou chame de vez em quando, para que os animais percebam você cedo e possam se afastar.

  3. 3

    Mantenha o cão na coleira

    Cães soltos podem assustar, perseguir ou trazer animais silvestres até você. Respeite a obrigatoriedade da coleira.

  4. 4

    Observar à distância

    Use binóculos ou uma teleobjetiva em vez de se aproximar. Nunca fique entre a mãe e o filhote, nunca bloqueie a rota de fuga de um animal.

  5. 5

    Durante um encontro

    Mantenha a calma, aumente a distância, deixe uma saída livre para o animal e não o perca de vista. O que mais fazer – por exemplo, ficar parado, parecer maior ou usar spray – depende da espécie: aqui valem as regras da autoridade local.

    Não ande na direção do animal para espantá-lo.

  6. 6

    Comunicar comportamentos estranhos

    Comunique à administração do parque ou à autoridade responsável os animais que perderam o medo, parecem doentes ou importunam as pessoas.

Erros comuns

  • Chegar mais perto para tirar uma foto
  • Alimentar animais silvestres
  • Deixar os cães soltos
  • Ficar entre a mãe e o filhote
  • Aplicar regras de outra região

Limites e riscos

  • Sem regras de comportamento específicas por espécie
  • Sem distâncias mínimas em metros – elas variam de uma área para outra

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

  2. [2]

    U.S. National Park Service: Bear Safety

    https://www.nps.gov/subjects/bears/safety.htm

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/track-wildlife-distance

03 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Ler a sinalização da trilha e seguir o caminho

Marcas pintadas em árvores e rochas, placas indicativas, postes e marcos de pedras guiam você por trilhas sinalizadas. Se você sabe como é a sinalização na sua região, procura regularmente a próxima marca e volta à última marca segura quando a sinalização some, você se perde muito menos. Os sistemas de sinalização variam conforme o país e o responsável pela trilha.

Se você não vê uma marca há um longo trecho, não siga em frente esperando reencontrar a trilha. Volte à última marca segura.

Respeite trilhas fechadas e desvios – os fechamentos muitas vezes têm motivos, como queda de pedras, deslizamentos ou trabalhos florestais.

Não altere nem remova sinalizações ou marcos de pedras, nem crie os seus – isso pode enganar outras pessoas.

Materiais

  • Mapa topográfico – Com legenda das sinalizações de trilha
  • Telefone celular(opcional)

Passos

  1. 1

    Conhecer a sinalização de antemão

    Verifique no mapa ou no posto de turismo qual marca a sua trilha usa. Cores, formas e números variam conforme o país e o clube.

  2. 2

    Procurar a próxima marca

    Procure conscientemente a próxima marca – em árvores, rochas, postes ou cercas, muitas vezes na altura dos olhos.

  3. 3

    Parar nas bifurcações

    Pare um momento em cada bifurcação, leia as placas e compare com o mapa. Espere o grupo.

  4. 4

    Olhar para trás

    Vire-se de vez em quando: assim você reconhece o caminho de volta, e as marcas no sentido oposto confirmam a rota.

  5. 5

    Na dúvida, volte

    Se faltarem marcas, volte à última marca segura e reoriente-se a partir dali. Não pegue atalhos cortando caminho pelo mato.

Erros comuns

  • Continuar andando distraído, sem prestar atenção às marcas
  • Seguir uma trilha aberta pelo pisoteio em vez da trilha sinalizada
  • Confiar cegamente em marcos de pedras em terreno com neblina
  • Pegar atalhos cortando caminho pelo mato

Limites e riscos

  • Sem códigos de cores nem sistemas de sinalização de países específicos
  • Não substitui mapa e bússola

Fontes

  1. [1]

    The Mountaineers Books (2017): Mountaineering: The Freedom of the Hills, 9th edition

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/track-trail-markings

04 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Reconhecer os rastros do próprio grupo

Se você sabe como são as solas dos sapatos do seu grupo, pode ver na neve, na areia ou na lama se alguém foi na frente ou pegou outro caminho numa bifurcação. Uma foto de cada sola antes da saída ajuda o grupo – e, numa emergência, também as equipes de resgate. Mais importante do que ler rastros, porém: fiquem juntos e façam combinados claros.

Se alguém estiver desaparecido e não for encontrado depois de uma busca curta ao longo do trajeto, ligue cedo para o número de emergência local (112 na UE). Não continue procurando sozinho fora da trilha e não se coloque em perigo.

Ler rastros não substitui ficar junto. Espere o grupo inteiro em cada bifurcação.

Materiais

  • Telefone celular – Fotos das solas dos sapatos
  • Apito de sinalização(opcional) – Para chamar em caso de separação

Passos

  1. 1

    Fotografar as solas

    Antes da saída, fotografe as solas dos sapatos de todos os participantes, com nome e número do calçado. Se quiser, registre também uma pegada em solo mole.

  2. 2

    Fazer combinados

    Combinem: quem vai primeiro, quem vai por último? Em quais pontos vocês esperam? O que faz quem perde o grupo – ficar parado, apitar, não continuar andando.

  3. 3

    Verificar nas bifurcações

    Se você está lá atrás e perdeu o contato, procure nas bifurcações pegadas frescas com um desenho de sola conhecido.

  4. 4

    Indicar a direção

    Quem vai na frente pode deixar numa bifurcação uma marca provisória combinada antes (por exemplo, uma seta de gravetos no caminho) e retirá-la na volta. Nada de tinta, nada de cortes nas árvores.

  5. 5

    Repassar os dados numa emergência

    Se alguém desaparecer, entregue às equipes de resgate as fotos das solas, as roupas, o último local em que foi visto e o trajeto planejado.

Erros comuns

  • Não combinar pontos de espera
  • Deixar participantes lentos sozinhos lá atrás
  • Todos usam sapatos parecidos e ninguém tem fotos
  • Procurar sozinho por muito tempo em vez de pedir ajuda cedo

Limites e riscos

  • Sem orientações para buscar pessoas – isso é tarefa das equipes de resgate
  • Sem instruções de rastreamento de animais

Fontes

  1. [1]

    The Mountaineers Books (2017): Mountaineering: The Freedom of the Hills, 9th edition

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/track-group-footprints

05 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Ler os padrões de rastro: andadores, saltadores e galopadores

Não é a pegada isolada, mas a disposição de muitas pegadas que mais informa: o animal andou passo a passo, saltou com as duas patas traseiras juntas ou galopou? A literatura de rastreamento agrupa os mamíferos de maneira aproximada pelo modo como se movem. Reconhecer o padrão reduz as possibilidades e mostra se o animal se movia com calma ou com pressa.

Observe rastros apenas por um trecho curto, em trilhas ou terreno aberto. Não siga rastros frescos de animais grandes e respeite as zonas de silêncio.

Materiais

  • Telefone celular(opcional) – Fotos do rastro inteiro, não apenas de uma pegada
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Primeiro, a visão geral

    Fique ao lado do rastro e observe-o ao longo de vários metros. Um padrão de pegadas isoladas, pares ou grupos de quatro se repete?

  2. 2

    Largura e linha do rastro

    Uma linha estreita e quase reta sugere um andador ou trotador eficiente; um rastro largo e oscilante sugere um animal de andar gingado.

  3. 3

    Observar os grupos

    Em grupos de quatro, verifique: as pegadas grandes estão à frente? Isso é típico de saltadores e galopadores. Pares lado a lado sugerem animais que saltam em pares.

  4. 4

    Comparar os espaçamentos

    Se as distâncias entre os grupos aumentam de repente, o animal acelerou – talvez porque foi perturbado. Espaçamento regular sugere movimento calmo.

  5. 5

    Registrar

    Fotografe um trecho mais longo com uma referência de tamanho e anote o tipo de solo, a data e o tempo. Identifique depois com um guia regional de rastros.

Erros comuns

  • Olhar só para uma pegada isolada
  • Atribuir uma andadura com certeza a uma única espécie
  • Caminhar sobre o rastro e destruí-lo
  • Confundir rastros de cães em trilhas de caminhada com rastros de animais selvagens

Limites e riscos

  • Sem chaves de identificação de espécies
  • A fauna regional é muito diferente

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-gait-patterns

06 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Estimar a idade do rastro com pegadas de referência

A idade de um rastro só pode ser estimada de forma aproximada — mas isso muitas vezes basta para decidir se um lugar está em uso no momento. O método de prática mais confiável: faça as suas próprias pegadas de referência no mesmo tipo de solo e observe como elas mudam ao longo de horas e dias. Acrescente a linha do tempo do clima: quando foi a última vez que choveu, nevou ou congelou?

Se o rastro de um animal grande parecer muito fresco, não investigue mais: afaste-se e mude o seu trajeto.

Materiais

  • Caderno de anotações e lápis(opcional)
  • Telefone celular(opcional) – Fotos com data e hora

Passos

  1. 1

    Fazer marcas de referência

    Pressione várias marcas no solo, na areia ou na lama com os nós dos dedos, um graveto ou o seu próprio sapato – em um lugar onde isso seja permitido e sem perturbar nada.

  2. 2

    Documentar

    Fotografe-os imediatamente e depois em intervalos (por exemplo, após uma hora, à noite, no dia seguinte), sempre do mesmo ângulo. Anote o tempo e a posição do sol.

  3. 3

    Comparar características

    Observe a nitidez das bordas, a umidade, a cor, as bordas desmoronadas e os detritos na pegada.

  4. 4

    Usar a linha do tempo do clima

    Um rastro sem marcas de gotas de chuva depois de um aguaceiro na noite passada é mais recente que o aguaceiro. Se houver neve fresca dentro dele, é mais antigo que a nevada.

  5. 5

    Aplicar no campo

    Compare os rastros de animais com o que você conhece das suas referências e dê um intervalo (“desta manhã até ontem”) em vez de um horário.

Erros comuns

  • Transferir a experiência da areia para o barro
  • Não considerar o sol e a sombra
  • Dar horários precisos demais
  • Não saber como foi o clima dos últimos dias

Limites e riscos

  • Sem idades confiáveis em horas
  • Não substitui as orientações dos responsáveis pela área

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-track-aging

07 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Interpretar marcas de alimentação, fezes, marcas de esfregação e trilhas

Mesmo sem pegadas, a paisagem mostra quem vive ali: pinhas e nozes roídas, brotos mordiscados, cascas arrancadas, marcas de esfregação em árvores, atoleiros de lama, solo revirado, trilhas bem gastas e fezes. Esses sinais são observados e fotografados — não tocados. Eles mostram a intensidade com que uma área é usada e ajudam a escolher locais de descanso e de acampamento.

Nunca toque em fezes, regurgitos, carcaças ou pelos com as mãos nuas e não os cheire: eles podem conter agentes patogênicos e ovos de parasitas, na Europa Central, por exemplo, os da tênia da raposa. Lave bem as mãos depois.

O fato de um animal comer uma planta ou um fungo não diz nada sobre ser comestível para humanos.

Uma carcaça fresca pode estar sendo guardada ou ser revisitada por um grande predador — saia da área imediatamente e mantenha-se bem afastado.

Materiais

  • Telefone celular(opcional) – Fotos com referência de tamanho
  • Binóculos(opcional)

Passos

  1. 1

    Procurar na altura dos olhos e no chão

    Procure galhos mordiscados, cascas arrancadas, marcas de esfregação, pelos em cercas e pinhas ou nozes roídas debaixo das árvores.

  2. 2

    Reconhecer trilhas

    Caminhos estreitos e gastos que cruzam trilhas de caminhada, aberturas sob cercas e vegetação achatada indicam trilhas usadas regularmente.

  3. 3

    Só com os olhos e a câmera

    Fotografe fezes e marcas de alimentação com um objeto de tamanho conhecido ao lado. Não toque, não pegue nem desmanche com gravetos.

  4. 4

    Avaliar o uso

    Muitos sinais frescos em um só lugar significam trânsito regular. Esses lugares não são locais de acampamento.

  5. 5

    Lavar as mãos

    Depois do passeio — e antes de comer — lave ou desinfete bem as mãos, principalmente após contato com o solo em áreas muito usadas.

Erros comuns

  • Tocar nas fezes ou cheirá-las
  • Concluir que plantas são comestíveis a partir de marcas de alimentação
  • Acampar diretamente sobre uma trilha de animais
  • Aproximar-se de uma carcaça fresca

Limites e riscos

  • Sem chaves de identificação para fezes ou marcas de alimentação
  • Sem afirmações sobre a comestibilidade de plantas ou fungos

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

  2. [2]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-feeding-signs

08 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Observar animais sem perturbá-los: vento, silêncio, binóculos, esconderijo

Você vê melhor os animais selvagens quando eles não percebem você. Quatro coisas importam: observe o vento para que o seu cheiro não chegue aos animais; fique quieto e paciente em um só lugar; observe de longe com binóculos; e use esconderijos de observação já existentes ou abrigos naturais. O objetivo é observar, não se aproximar — se os animais fogem, você estava perto demais.

Se um animal mudar de comportamento (levantar a cabeça, ficar encarando, parar de comer, se afastar), você está perto demais. Recue devagar. Nunca encurrale animais grandes nem bloqueie a rota de fuga deles.

Torres e instalações de caça são propriedade privada em muitos países, e usá-las sem permissão é proibido; também pode haver caça no local. Evite áreas sinalizadas durante as caçadas e use roupas bem visíveis.

Ao anoitecer, leve uma lanterna de cabeça e saiba o caminho de volta.

Materiais

  • Binóculos – Permite grande distância
  • Colchonete isolante(opcional) – Como almofada para sentar
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Verificar a direção do vento

    Solte alguns fios de capim, observe a fumaça, as folhas ou as nuvens, ou levante um dedo molhado. Escolha o seu local de modo que o vento sopre da área de observação em direção a você.

  2. 2

    Escolher um local com cobertura

    Sente-se diante de uma árvore, arbusto ou rocha para que a sua silhueta não se destaque contra o céu. Use pontos de observação e mirantes públicos quando houver. Fique nas trilhas.

  3. 3

    Chegar cedo e em silêncio

    Esteja no seu local antes do crepúsculo ou do amanhecer, com o celular no silencioso, e evite roupas que façam barulho. Ande devagar, pare com frequência.

  4. 4

    Sentar em silêncio

    Fique em silêncio por pelo menos 20–30 minutos, mova-se devagar, levante os binóculos devagar.

  5. 5

    Sair discretamente

    Espere até que os animais tenham se afastado ou saia numa direção que não os perturbe. Não deixe rastros nem lixo.

Erros comuns

  • Andar em direção aos animais com o vento pelas costas
  • Aproximar-se furtivamente para conseguir uma foto melhor
  • Usar torres de caça sem permissão
  • Levar o cachorro sem coleira
  • Levantar-se impaciente depois de poucos minutos

Limites e riscos

  • Sem distâncias mínimas específicas por espécie — siga as orientações locais
  • Sem instruções para se aproximar furtivamente

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-observation-wind

09 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Usar uma câmera de trilha com responsabilidade

Uma câmera de trilha dispara automaticamente com movimento ou calor e mostra quais animais usam um lugar – sem que ninguém precise estar lá. É ideal para o seu próprio jardim. Em florestas ou em terrenos de outras pessoas, valem a permissão do proprietário, a proteção de dados e as regras de caça ou de conservação: em muitos países não é permitido filmar pessoas, trilhas ou áreas públicas.

Se a câmera registrar pessoas, podem valer as leis de proteção de dados (na UE, por exemplo, o GDPR). Aponte a câmera de modo que nenhum caminho, rua ou terreno vizinho fique no campo de visão e verifique as regras locais.

Visitas de verificação causam perturbação. Não instale câmeras em locais de reprodução ou de parto; em áreas protegidas, muitas vezes só com autorização.

Não atraia animais com comida — isso muda o comportamento deles, pode espalhar doenças e é proibido em muitos lugares.

Materiais

  • Câmera de trilha
  • Pilhas de reserva(opcional)
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Esclarecer a parte legal

    Use o seu próprio terreno ou peça permissão ao proprietário; verifique as regras de proteção de dados, de caça e de áreas protegidas. Em caso de dúvida, pergunte ao órgão responsável.

  2. 2

    Escolher o local

    Em uma trilha de animais, uma cerca viva, uma abertura sob a cerca do jardim ou uma fonte de água no seu próprio jardim — não em caminhos, nem em ninhos ou tocas.

  3. 3

    Fixar e direcionar

    À altura do joelho para animais menores, presa a uma árvore ou a um poste, de preferência sem apontar para o sol baixo. Não pregue nem aparafuse em árvores de outras pessoas.

  4. 4

    Testar

    Passe você mesmo pela zona de detecção para conferir o disparo e o enquadramento — depois apague as imagens de teste em que você aparece.

  5. 5

    Verificar raramente

    Troque as pilhas e o cartão de memória só em intervalos mais longos. Avalie as imagens, anote a data e a espécie e apague imediatamente as imagens de pessoas.

Erros comuns

  • Apontar a câmera para um caminho ou para o terreno do vizinho
  • Instalar na floresta sem permissão
  • Colocar comida como isca
  • Verificar todo dia e causar perturbação
  • Instalar a câmera em um ninho

Limites e riscos

  • Sem orientação jurídica – verifique as regras locais
  • Registra apenas uma pequena área

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-wildlife-camera

10 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Habitats e movimento dos animais: bordas, água, amanhecer e anoitecer

Os animais não se distribuem de maneira uniforme. Eles precisam de comida, água, abrigo e descanso – e se deslocam entre esses lugares por rotas que se repetem. A atividade é especialmente alta em zonas de transição, como bordas de floresta, sebes e margens, em fontes de água e ao amanhecer e ao anoitecer. Saber disso ajuda você a encontrar mais rastros, a observar com mais sucesso e a escolher locais de acampamento que não coloquem animais e pessoas em conflito.

Não acampe diretamente em fontes de água, em trilhas de animais ou em locais de alimentação – a probabilidade de encontros com animais selvagens é maior ali.

Animais selvagens atravessam estradas com mais frequência ao anoitecer e ao amanhecer. Ao dirigir ao longo de bordas de floresta e perto de placas de travessia de animais, reduza a velocidade e esteja pronto para frear.

Materiais

  • Binóculos(opcional)

Passos

  1. 1

    Leia o mapa

    Procure bordas de floresta, sebes, riachos, lagos, selas e passagens estreitas. As rotas dos animais costumam se cruzar ali.

  2. 2

    Ligue as necessidades básicas

    Onde há abrigo (mata fechada, rochas), onde há comida (prado, campo, arbustos de frutinhas), onde há água? As linhas que ligam esses pontos provavelmente são trilhas.

  3. 3

    Preste atenção à hora do dia

    O amanhecer e o anoitecer são os momentos de maior atividade para muitos mamíferos. Ao meio-dia, muitos animais estão abrigados.

  4. 4

    Considere a estação do ano

    As épocas de reprodução, de nascimento das crias e de acasalamento mudam o comportamento e a sensibilidade dos animais. Mantenha uma distância extra nesses períodos e respeite os períodos de proteção.

  5. 5

    Aplicar

    Escolha um ponto de observação a certa distância de uma zona de borda; escolha um local de acampamento longe de fontes de água e de trilhas.

Erros comuns

  • Acampar bem ao lado da única fonte de água da região
  • Supor que os animais estão distribuídos de modo uniforme
  • Ignorar as épocas de reprodução e de nascimento das crias
  • Dirigir rápido demais ao longo de bordas de floresta ao anoitecer

Limites e riscos

  • Sem detalhes de comportamento específicos de espécies
  • Períodos locais de proteção e regras de trilhas têm prioridade

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-habitats-movement

11 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Moldar rastros em gesso (hobby)

Um molde de gesso torna a pegada permanente e tridimensional – ideal para uma coleção de rastros, para ensinar ou para identificar depois. Você cerca a pegada com um anel, despeja nele o gesso de moldagem misturado, deixa endurecer e retira com cuidado. Todos os resíduos são levados embora.

Não inale o pó de gesso nem deixe que ele atinja os olhos; não se incline sobre o pó ao misturar. Crianças somente sob supervisão.

O gesso esquenta enquanto endurece. Nunca use gesso para moldar mãos, pés ou outras partes do corpo.

Não despeje restos de gesso em cursos de água, ralos ou na paisagem; descarte os resíduos endurecidos no lixo comum. Verifique as regras locais.

Materiais

  • Gesso para moldes
  • Garrafa PET (transparente, máx. 2 litros) – Com água para misturar
  • Jornal e papelão – Tira de papelão como anel, jornal para embrulhar
  • Recipiente hermético próprio para alimentos(opcional) – Somente como recipiente de mistura, nunca mais para alimentos
  • Saco de lixo (que fecha de novo) – Leve todos os resíduos embora

Passos

  1. 1

    Escolher e limpar a pegada

    Escolha a pegada mais nítida e fotografe-a primeiro com uma referência de tamanho. Remova com cuidado folhas ou gravetos soltos, sem danificar a borda.

  2. 2

    Colocar o anel

    Coloque uma tira de papelão ou um copo cortado como anel ao redor da pegada e pressione levemente no chão, deixando um pouco de espaço em volta da pegada.

  3. 3

    Preparar o gesso

    Polvilhe o gesso na água conforme as instruções do fabricante (não o contrário) e mexa até ficar sem grumos, com consistência de massa grossa de panqueca. Trabalhe rápido.

  4. 4

    Despejar pelo lado

    Despeje a mistura no chão ao lado da pegada, dentro do anel, para que ela escorra sozinha até lá – não diretamente sobre os detalhes finos. Encha até a borda para que o molde fique espesso o bastante.

  5. 5

    Deixar endurecer

    Dependendo do gesso, da temperatura e da umidade, a pega leva cerca de meia hora ou mais. O molde está firme quando não está mais quente ao toque e quase não se marca com a unha. Enquanto ainda estiver mole, risque anotações (data, local, tipo de solo) nas costas com um graveto.

  6. 6

    Retirar e limpar

    Solte o molde generosamente por baixo, retire-o com a terra aderida, embrulhe em jornal e leve com você. Em casa, deixe secar por um dia e depois limpe com cuidado com água e uma escova macia. Leve o anel e todos os resíduos.

Erros comuns

  • Despejar o gesso diretamente sobre os detalhes finos
  • Preparar uma mistura rala demais
  • Retirar cedo demais
  • Colocar água no gesso em vez de gesso na água
  • Deixar resíduos na paisagem

Limites e riscos

  • Sem métodos especiais para neve
  • As instruções do fabricante do gesso têm prioridade

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-plaster-casting

12 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Um canteiro de rastros de areia no seu próprio jardim

Uma faixa de areia fina ou terra úmida, bem alisada com o rastelo, junto a uma cerca viva, num vão sob a cerca ou ao longo de um caminho do jardim, mostra de manhã quem passou por ali à noite. O canteiro não tem nada, não atrai com comida e não perturba os animais – apenas torna as pegadas visíveis. Ideal para praticar padrões de trilha, idade dos rastros e moldes de gesso.

Não use como caixa de areia para crianças a areia em que animais pisaram; lave as mãos depois de trabalhar. Remova eventuais fezes somente com luvas ou uma pá.

Materiais

  • Areia limpa – Areia fina e levemente úmida
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)
  • Telefone celular(opcional) – Fotos pela manhã

Passos

  1. 1

    Escolha o local

    Um ponto estreito por onde os animais já passam: vão sob uma cerca, abertura em uma sebe, borda de um canteiro de flores.

  2. 2

    Montar a faixa

    Faça uma faixa com cerca de um passo de largura, com areia fina ou terra peneirada, com alguns centímetros de espessura, e umedeça levemente.

  3. 3

    Alisar

    À noite, alise com uma tábua ou um rastelo e anote a hora.

  4. 4

    Ler de manhã

    Com pouca luz (de manhã cedo ou com uma lanterna de lado), as pegadas se destacam com clareza. Fotografe, identifique o padrão e faça anotações.

  5. 5

    Reiniciar

    Alise de novo depois de avaliar. Ao longo de semanas, forma-se um quadro de quais animais usam o jardim e quando.

Erros comuns

  • Deixar comida para atrair animais
  • Usar areia grossa ou seca demais
  • Não anotar a hora em que alisou a areia
  • Montar a faixa em um lugar que os animais evitam

Limites e riscos

  • Somente em terreno próprio ou com permissão
  • Identificar continua sendo difícil

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-sand-tracking-plot

13 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Manter um diário de rastros e comunicar observações

Um diário de rastros transforma achados isolados em conhecimento: data, local, clima, tipo de solo, desenho ou foto, medidas com uma referência de tamanho e uma interpretação cautelosa. Ao longo dos meses, surgem padrões. Boas observações também podem ser enviadas a projetos de ciência cidadã ou a órgãos de monitoramento – tornando-se úteis para a conservação e o manejo da fauna.

Não divulgue publicamente a localização exata de ninhos, tocas ou espécies raras – isso pode causar perturbação, caça ilegal ou coleta. Comunique esses achados apenas aos órgãos responsáveis.

Materiais

  • Caderno de anotações e lápis
  • Telefone celular(opcional) – Fotos e localização

Passos

  1. 1

    Dados básicos

    Data, hora, local (nome do lugar ou coordenadas), clima dos últimos dias, tipo de solo.

  2. 2

    Descrever a observação

    O que exatamente dá para ver? Número de dedos, garras sim/não, forma, comprimento e largura, distância entre as pegadas, padrão da trilha. Desenho ou foto com escala.

  3. 3

    Interpretar com cautela

    Separadamente da observação, anote o que você suspeita e quão seguro você está. Marque como incertos os achados duvidosos.

  4. 4

    Revisar depois

    Em casa, compare com guias regionais de rastros ou consulte especialistas. Acrescente correções ao diário em vez de apagar o que escreveu.

  5. 5

    Comunicar onde fizer sentido

    Muitas regiões têm programas de monitoramento ou plataformas de ciência cidadã para observações da fauna; para grandes predadores, costumam existir órgãos próprios de notificação. Pergunte ao órgão de conservação ou de fauna.

Erros comuns

  • Anotar só interpretações, sem observações
  • Fotos sem escala
  • Postar nas redes sociais a localização de espécies sensíveis
  • Comunicar identificações incertas como se fossem certas

Limites e riscos

  • Sem lista de plataformas específicas – pergunte aos órgãos regionais
  • Sem ajuda de identificação

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-tracking-journal

14 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Ler a linguagem das aves: chamados de alarme e comportamento como pistas

As aves reagem de forma audível a perturbações: com chamados de alarme, ataques coletivos, silêncio repentino ou revoada. Aprender a distinguir o canto tranquilo do alarme permite perceber gaviões, gatos, raposas ou pessoas muito antes de vê-los – e mostra o quanto você mesmo perturba.

Tocar chamados de aves pode perturbá-las, especialmente na época de reprodução. Em áreas protegidas, muitas vezes é proibido – verifique as regras locais e não faça isso.

Não se aproxime de ninhos para ver as reações; perturbações repetidas podem fazer as aves abandonarem a ninhada.

Materiais

  • Binóculos(opcional)
  • Caderno de anotações e lápis

Passos

  1. 1

    Conheça o estado normal

    Sente-se em silêncio no seu lugar fixo e escute como soa quando tudo está calmo: canto, chamados de contato, aves se alimentando no chão.

  2. 2

    Perceba as mudanças

    Fique atento a silêncio repentino, revoadas apressadas, séries de chamados ásperos ou muitas aves olhando para a mesma direção.

  3. 3

    Direção e movimento

    Anote onde o alarme começa e para onde se desloca. Um alarme que se move indica um animal ou uma pessoa caminhando; um ataque coletivo parado costuma indicar uma coruja ou um gato pousado.

  4. 4

    Confira à distância

    Olhe com binóculos sem ir até lá. Anote o resultado e uma descrição dos chamados.

  5. 5

    Observe o seu próprio efeito

    Ao chegar, note até onde o alarme corre à sua frente. Andar mais devagar e em silêncio reduz essa zona de perturbação.

Erros comuns

  • Interpretar todo chamado como alarme
  • Ir até lá para ver o que causou o alarme
  • Reprodução de chamados gravados na época de reprodução
  • Prestar atenção a uma só espécie em vez do conjunto

Limites e riscos

  • Não serve para identificar espécies pelos chamados
  • As interpretações nunca são certas

Fontes

  1. [1]

    Jon Young – Houghton Mifflin Harcourt (2012): What the Robin Knows: How Birds Reveal the Secrets of the Natural World

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-bird-alarm-calls

15 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Regurgitos e fezes: observe, não toque – higiene em primeiro lugar

Os regurgitos de corujas e aves de rapina e as fezes de mamíferos revelam quem vive numa área e o que come. Mas podem conter patógenos e ovos de parasitas. Por isso: fotografe e meça em vez de tocar, não cheire, lave as mãos – e, em estudos de regurgitos com crianças, use regurgitos tratados de fornecedores educacionais.

Fezes de raposas, cães, roedores e outros animais podem transmitir parasitas e patógenos, por exemplo a tênia da raposa em partes da Europa. Não toque com as mãos nuas, não cheire, não levante poeira e lave bem as mãos depois.

Não perturbe poleiros de corujas nem locais de ninho; colete regurgitos apenas onde for possível sem causar perturbação e de acordo com as regras locais.

Para ensino e com crianças, use regurgitos tratados de fornecedores educacionais, use luvas e limpe a superfície de trabalho depois.

Materiais

  • Luvas descartáveis
  • Fita métrica ou régua dobrável – Como referência de escala nas fotos
  • Sabão / detergente
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Observe o local do achado

    Regurgitos costumam ser encontrados sob árvores de descanso, em celeiros ou nichos de rocha; fezes, em cruzamentos de trilhas, pedras ou tocos de árvore. Fotografe o local.

  2. 2

    Fotografe e meça

    Coloque uma fita métrica ao lado, sem tocar, para dar escala. Anote forma, comprimento, diâmetro e o conteúdo visível (pelos, ossos, sementes, partes de insetos).

  3. 3

    Interprete o contexto

    Compare com rastros, sinais de alimentação e habitat. Identifique depois com um guia de campo, não desmanchando no local.

  4. 4

    Se for coletar

    Só regurgitos, só com luvas, em um saco fechado. Não colete fezes de raposa, cão ou gato.

  5. 5

    Higiene

    Descarte as luvas, lave bem as mãos com sabão, limpe as superfícies de trabalho. Não coma, não beba nem toque no rosto enquanto trabalha.

Erros comuns

  • Pegar fezes com as mãos nuas
  • Cheirá-las
  • Esfarelar fezes secas (poeira)
  • Espantar corujas do seu poleiro de descanso
  • Dissecar regurgitos não tratados com crianças

Limites e riscos

  • Sem identificação de espécies
  • Não é aconselhamento médico

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch, Eleanor Marks – Stackpole Books (2001): Bird Tracks & Sign: A Guide to North American Species

  2. [2]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-pellets-droppings-hygiene

16 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Ler rastros na neve, na lama, na areia e na poeira

O mesmo pé deixa marcas muito diferentes conforme o terreno: a neve aumenta e borra, a lama úmida mostra os menores detalhes, a areia seca os perde rapidamente, e em poeira e solo duro os rastros só aparecem com luz rasante. Conhecer as peculiaridades de cada superfície evita os erros de identificação mais comuns.

Margens, água congelada e planícies de maré podem ceder. Não siga um rastro para cima do gelo, para dentro de planícies de maré ou de pântanos.

Rastros em sótãos e porões podem ser de roedores – não levante poeira e, se necessário, use máscara e luvas.

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável
  • Lanterna de cabeça / lanterna de mão – Como fonte de luz lateral
  • Caderno de anotações e lápis
  • Telefone celular(opcional)

Passos

  1. 1

    Procure as melhores pegadas

    Ao longo do rastro, procure a pegada mais nítida – muitas vezes nas bordas de poças, na lama úmida ou em neve fina e recente sobre base firme.

  2. 2

    Interprete a neve corretamente

    Na neve profunda, meça o padrão do rastro em vez de pegadas isoladas. Rastros em degelo ficam maiores que o pé; compare o lado sombreado e o lado ensolarado.

  3. 3

    Lama e argila

    Detalhes como almofadas dos dedos e garras ficam nítidos, mas escorregões distorcem. Compare várias pegadas.

  4. 4

    Areia

    A areia úmida mostra a forma; a areia seca, só o contorno. O vento apaga rápido – aproveite o início da manhã.

  5. 5

    Use luz rasante

    Em poeira, solo firme ou asfalto, segure a luz rente ao chão ou use o sol baixo e olhe a pegada de diferentes direções.

  6. 6

    Anote o terreno

    Anote o terreno, a umidade, a temperatura e o clima desde a última precipitação – isso costuma explicar diferenças de tamanho e de forma.

Erros comuns

  • Confundir rastros de neve em degelo com os de um animal maior
  • Olhar só uma pegada
  • Procurar de cima, sob a luz do meio-dia
  • Não anotar o terreno

Limites e riscos

  • Não serve para identificar a espécie a partir de uma única pegada
  • Diferenças regionais da fauna

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-tracks-substrates

17 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Medir rastros: tamanho da pegada, largura do rastro, passada e grupos

As medições tornam os rastros comparáveis e as identificações verificáveis. Você mede o comprimento e a largura da pegada, a largura do rastro, a distância entre pegadas ou grupos e, no caso de animais que se movem aos saltos, o comprimento do grupo. Como os guias de campo definem termos como “passada” de maneiras diferentes, anote sempre qual definição você usa.

Mantenha-se atento ao ambiente enquanto mede: evite beiras de estrada, margens e gelo; não trabalhe fora da trilha ao entardecer.

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável
  • Caderno de anotações e lápis
  • Galhos / varas resistentes(opcional) – Como estacas de marcação
  • Telefone celular(opcional)

Passos

  1. 1

    Definir as definições

    Decida antes por qual guia de campo você vai medir: o comprimento é medido com ou sem garras? A “passada” é a distância até a próxima pegada ou até a próxima pegada da mesma pata? Anote no seu caderno.

  2. 2

    Medir a pegada

    Na pegada mais nítida, meça o comprimento e a largura máximos; patas dianteiras e traseiras separadamente, se for possível distingui-las.

  3. 3

    Largura do rastro

    Meça na transversal à direção do deslocamento, da borda externa das pegadas da esquerda até a borda externa das pegadas da direita.

  4. 4

    Distâncias

    Para animais que andam, meça a distância entre pegadas consecutivas; para os que se movem aos saltos, a distância entre grupos e o comprimento do grupo. Registre pelo menos cinco valores seguidos.

  5. 5

    Anotar a faixa de variação

    Anote o menor e o maior valor, além do substrato e da andadura; tire uma foto com a fita métrica como escala.

Erros comuns

  • Medir apenas uma pegada
  • Misturar definições de livros diferentes
  • Medir rastros derretidos na neve
  • Não anotar o substrato e o tipo de andadura

Limites e riscos

  • Sem tabelas de medidas para espécies individuais
  • As definições diferem entre guias de campo

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-measuring-trails

18 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Rastreamento na cidade: raposas, martas, ouriços e outros

Muitos animais silvestres vivem também nas cidades: raposas, martas, ouriços, texugos e, em muitos lugares, guaxinins ou javalis. Seus rastros aparecem em tetos de carros empoeirados, na neve das calçadas, em brechas de cercas e em jardins. Observar é permitido e instrutivo – alimentar, atrair ou se aproximar prejudica animais e pessoas e é proibido em alguns lugares.

Não alimente animais silvestres. Animais alimentados perdem o medo, causam conflitos e às vezes são mortos. Algumas cidades proíbem alimentar certas espécies – verifique as regras locais.

Não se aproxime de javalis nem de animais com filhotes; deixe uma rota de fuga para eles. Se houver perigo, entre em casa e entre em contato com a polícia ou o órgão responsável.

Aponte câmeras de fauna de modo que nenhum vizinho, calçada ou área pública seja gravado – as regras de privacidade variam, verifique no local.

Materiais

  • Lanterna de cabeça / lanterna de mão
  • Câmera de trilha(opcional)
  • Caderno de anotações e lápis
  • Fita métrica ou régua dobrável(opcional)

Passos

  1. 1

    Encontrar rotas

    Procure brechas em cercas, passagens sob cercas vivas, caminhos gastos no gramado e trilhas em barrancos.

  2. 2

    Usar boas superfícies

    De manhã, depois de neve nova, orvalho ou chuva, verifique calçadas, tetos de carros e tampas de lixeiras; use a lanterna em ângulo baixo.

  3. 3

    Interpretar os sinais

    Anote fezes em pontos elevados, sacos de lixo rasgados, buracos cavados no gramado e marcas de arranhões – e compare com um guia de campo.

  4. 4

    Observar à distância

    Observe da janela ao entardecer ou use uma câmera de fauna no seu próprio jardim.

  5. 5

    Deixar o jardim amigável à fauna e com poucos conflitos

    Feche as lixeiras, não deixe comida de animais do lado de fora, deixe passagens para ouriços nas cercas, não deixe cortadores de grama robôs funcionando à noite, cubra buracos e poços.

  6. 6

    Comunicar o que for incomum

    Comunique animais feridos ou estranhamente mansos ao serviço local de resgate de fauna ou ao órgão responsável; não os capture você mesmo.

Erros comuns

  • Alimentar raposas ou javalis
  • “Resgatar” filhotes que não estão abandonados
  • Apontar uma câmera de fauna para áreas públicas
  • Deixar cortadores de grama robôs funcionando à noite

Limites e riscos

  • Sem orientações para afugentar ou capturar
  • Espécies e regras variam conforme a região

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-urban-wildlife

19 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Raposa ou cão? Distinguir pegadas e padrão do rastro

Pegadas de raposa e de cão são iguais à primeira vista: quatro dedos com garras e uma almofada principal. Mas a raposa deixa uma pegada estreita e oval, com bastante espaço entre almofadas pequenas, e costuma andar em linha reta, com uma pegada dentro da outra. O cão deixa uma pegada mais redonda e larga e anda de um lado para o outro. Observar forma, tamanho e padrão do rastro em conjunto costuma dar a resposta certa – e nunca se toca nas fezes para isso.

Nunca toque nem cheire fezes. As fezes de raposas, cães e outros animais silvestres podem conter ovos da tênia da raposa e outros agentes patogênicos. Apenas fotografe, no máximo aponte com um gravetinho, e depois lave bem as mãos com sabão.

Uma raposa que não demonstra timidez, cambaleia, tem falhas no pelo ou se comporta de modo estranho pode estar doente (por exemplo, sarna ou cinomose, que também afetam os cães). Não a atraia nem a alimente, mantenha distância e afaste os cães. Comunique animais com comportamento estranho em áreas habitadas à prefeitura, ao responsável local pela caça ou à polícia.

Depois de uma mordida ou arranhão de um animal silvestre, lave o ferimento com água e sabão e procure ajuda médica. Em caso de ferimentos graves, ligue 112 (na Áustria também 144).

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável – Como referência de escala nas fotos
  • Telefone celular – Fotos bem de cima
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)
  • Sabão / detergente

Passos

  1. 1

    Encontrar o rastro sem pisoteá-lo

    Ande ao lado do rastro, nunca sobre ele. Procure a pegada mais nítida – muitas vezes nas bordas de poças, na lama úmida ou em neve fina e fresca. Coloque a fita métrica ao lado dela sem tocar na pegada e fotografe bem de cima. Pouca luz (manhã, fim de tarde ou uma lanterna segurada de lado) facilita ver almofadas e garras.

  2. 2

    Contar dedos e garras

    Quatro almofadas de dedos à frente de uma almofada principal e, em geral, pequenas pontas de garras à frente dos dedos: isso combina com a família dos canídeos (raposa, cão, lobo). Uma pegada redonda com quatro dedos e sem garras sugere um gato; cinco dedos, um texugo ou uma marta.

  3. 3

    Verificar a forma: oval ou redonda

    Raposa: pegada nitidamente mais comprida que larga, os dois dedos do meio ficam bem à frente dos dedos laterais, as almofadas são pequenas com bastante chão livre entre elas. No inverno, as patas peludas borram os contornos. Cão: pegada quase tão larga quanto comprida, almofadas grandes, os dedos ficam mais juntos e mais alinhados, as garras são mais grossas e rombudas.

  4. 4

    Avaliar o tamanho – com cuidado

    Uma raposa adulta deixa pegadas dianteiras com cerca de 4,5 a 6 centímetros de comprimento e cerca de 3,5 a 4,5 centímetros de largura (valores de referência). Os cães vão de claramente menores até mais de 10 centímetros. Por isso, só o tamanho separa com segurança cães grandes de uma raposa; cães pequenos e médios se sobrepõem a ela. Meça várias pegadas; a neve derretendo aumenta os rastros.

  5. 5

    Ler o rastro: em linha reta ou para todo lado

    Observe pelo menos dez a vinte metros do rastro. Uma raposa em trote coloca as patas quase na mesma linha, pegada sobre pegada, e mantém a direção por um longo trecho. O rastro de um cão oscila de um lado para o outro, faz desvios, saltos e círculos e muitas vezes corre ao lado de pegadas de sapato. Às vezes os cães também trotam em linha reta – o que conta é o quadro geral.

  6. 6

    Outros sinais: apenas olhar

    As raposas gostam de deixar fezes em lugares elevados, como pedras, touceiras de capim ou cruzamentos de trilhas; costumam ser retorcidas, afiladas numa ponta e conter pelos, lascas de osso ou sementes. No inverno, os pontos de marcação costumam ter cheiro forte. Apenas fotografe as fezes – nunca toque nelas nem as cheire.

    As fezes de raposa podem conter ovos da tênia da raposa.

  7. 7

    Anotar, lavar as mãos, manter distância

    Anote o local, a data, o tipo de solo, as medidas e o seu palpite. Depois lave as mãos com sabão. Se você vir a própria raposa: não a atraia nem a alimente, prenda seu cão na guia. Se um rastro for muito grande (cerca de 10 centímetros) e seguir em linha reta por longas distâncias, pode ser de um lobo – nesse caso, comunique como descrito no verbete sobre grandes carnívoros.

Erros comuns

  • Olhar apenas uma única pegada
  • Decidir só pelo tamanho
  • Confundir pata dianteira e traseira (a traseira é um pouco menor e mais estreita)
  • Tomar rastros derretidos na neve pelos de um animal maior
  • Pegar as fezes com a mão ou cheirá-las

Limites e riscos

  • Não há distinção segura entre lobo e cão
  • Os tamanhos são valores de referência para animais adultos
  • Não é aconselhamento médico

Fontes

  1. [1]

    Preben Bang, Preben Dahlström – Oxford University Press (2001): Animal Tracks and Signs

  2. [2]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  3. [3]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

  4. [4]

    Robert Koch-Institut: RKI-Ratgeber Echinokokkose

    https://www.rki.de/DE/Aktuelles/Publikationen/RKI-Ratgeber/Ratgeber/Ratgeber_Echinokokkose.html

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-fox-dog-tracks

20 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Corço, cervo, camurça: reconhecer pegadas de cascos

Corços, cervos, camurças e íbex andam sobre a ponta de dois dedos, os cascos. A pegada parece um coração ou uma gota, com a ponta voltada para a direção em que o animal andou. O corço deixa pegadas pequenas e pontudas, o cervo-vermelho, pegadas grandes e mais largas, e nas montanhas camurças e íbex deixam as suas. A posição dos cascos acessórios distingue cervídeos de javalis. Ao observar: mantenha distância, nunca toque em filhotes de corço, evite machos no período de cio.

Em maio e junho, os filhotes de corço muitas vezes ficam sozinhos no capim alto – a mãe só vem para amamentar. Não toque nem faça carinho neles, siga em silêncio imediatamente e prenda os cães na guia.

Durante o cio (para o cervo-vermelho, mais ou menos de setembro a outubro), os machos podem ser imprevisíveis. Mantenha distância, não se aproxime para tirar fotos e dê um grande desvio de animais que estejam berrando.

No inverno, os animais silvestres economizam energia. Cada fuga pela neve funda custa força. Fique nas trilhas, respeite as áreas de descanso da fauna e as placas, e não siga rastros.

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável
  • Telefone celular(opcional)
  • Binóculos(opcional) – Observar os animais à distância
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Reconhecer as pegadas de casco fendido e ler a direção

    Duas metades alongadas que juntas formam um coração ou uma gota: isso é um ungulado de dedos pares. A ponta estreita aponta na direção do deslocamento. Verifique se atrás delas aparecem dois pontinhos – os cascos acessórios – e exatamente onde ficam.

  2. 2

    Corço: pequeno e pontudo

    A pegada do corço tem cerca de 4 a 5 centímetros de comprimento (valor de referência), é estreita, com cascos pontudos e de bordas nítidas. Os corços costumam usar caminhos estreitos e bem batidos entre a floresta e o campo. Os cascos acessórios só marcam em solo mole ou na fuga.

  3. 3

    Cervo-vermelho: grande e mais largo

    O cervo-vermelho deixa pegadas com cerca de 7 a 9 centímetros de comprimento (valor de referência), com cascos mais largos e mais arredondados na frente. Vive principalmente em grandes florestas e florestas de montanha. Em algumas regiões ocorrem gamos, cujas pegadas têm tamanho intermediário.

  4. 4

    Camurça e íbex nas montanhas

    Acima do limite das árvores e em terreno rochoso, as pegadas de cascos costumam ser de camurças ou íbex. Seus cascos têm bordas duras e solas macias que aderem à rocha, e se abrem em terreno íngreme ou mole. Em pastos alpinos, cabras e ovelhas deixam pegadas muito parecidas – aqui decide o contexto, não a pegada isolada.

  5. 5

    Descartar a confusão com o javali

    No javali, os cascos acessórios quase sempre aparecem e ficam mais afastados, mais largos do que os próprios cascos; a pegada parece mais redonda e quase tão larga quanto comprida. Nos cervídeos, os cascos acessórios, quando visíveis, ficam mais próximos entre si e mais diretamente atrás dos cascos.

  6. 6

    Interpretar a passada

    Ao caminhar, os cervídeos apoiam o casco traseiro dentro ou logo ao lado da pegada do casco dianteiro; as pegadas ficam numa linha estreita. Na fuga, os cascos se abrem, os cascos acessórios marcam, a terra é jogada para trás e as pegadas ficam em grupos de quatro, com grandes intervalos.

  7. 7

    Distância e respeito

    Não siga rastros nem espante os animais. Mantenha os cães na guia em áreas com animais selvagens. Não toque em filhotes encontrados, mantenha grande distância de machos no cio, fique nas trilhas no inverno. Observe de longe, com binóculos.

    Nunca toque em filhotes de corço – o cheiro humano pode manter a mãe afastada.

Erros comuns

  • Ler a direção do deslocamento ao contrário
  • Confundir filhotes de espécies maiores com corços
  • Não notar os cascos acessórios
  • Confundir rastros de cabras e ovelhas em pastos alpinos com os de camurças
  • Seguir um rastro e espantar o animal

Limites e riscos

  • Os tamanhos são valores de referência para animais adultos
  • Sem determinação da idade dos animais
  • Animais domésticos não podem ser descartados com segurança

Fontes

  1. [1]

    Preben Bang, Preben Dahlström – Oxford University Press (2001): Animal Tracks and Signs

  2. [2]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  3. [3]

    Mark Elbroch – Stackpole Books (2003): Mammal Tracks & Sign: A Guide to North American Species

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-deer-tracks

21 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Javali: pegadas, marcas de revolvimento e comportamento correto

Javalis deixam pegadas de cascos arredondadas, nas quais os cascos acessórios quase sempre aparecem nas laterais, além de prados revirados, atoleiros de lama e árvores cobertas de lama. Sinais recentes significam que os animais podem estar deitados bem perto, no matagal. Nesse caso, não entre, prenda o cão na guia e volte com calma. Num encontro – especialmente com uma fêmea com filhotes – mantenha distância, deixe uma rota de fuga livre e recue devagar.

Uma fêmea defende com determinação seus filhotes listrados. Nunca fique entre a fêmea e os filhotes, não toque nos filhotes nem os atraia. Nunca encurrale javalis e sempre deixe uma rota de fuga para eles.

Cães soltos podem provocar javalis; os animais se defendem ou perseguem o cão até você. Mantenha os cães na guia em áreas com javalis.

Nunca alimente javalis, nem com restos de comida num ponto de descanso ou no jardim. Animais alimentados perdem o medo e entram em áreas habitadas.

Não toque num javali encontrado morto. Anote o local exato e comunique à vigilância veterinária, à autoridade distrital ou à polícia. A peste suína africana é inofensiva para humanos, mas pode ser espalhada por sapatos e restos de comida – nunca deixe restos de comida na natureza.

Em caso de ferimentos, ligue para 112 (na Áustria, também 144). Se um javali estiver numa área residencial, parecer ferido ou agressivo: mantenha distância e chame a polícia (Alemanha 110, Áustria 133).

Materiais

  • Guia para cão (curta ou longa)(opcional) – Se houver um cão junto
  • Fita métrica ou régua dobrável(opcional)
  • Telefone celular – Para fotos e em emergências

Passos

  1. 1

    Reconhecer a pegada

    Dois cascos com pontas mais arredondadas do que no corço, atrás deles dois cascos acessórios que quase sempre marcam e ficam mais afastados do que a largura dos cascos. A pegada inteira é quase tão larga quanto comprida. Em adultos, os cascos têm cerca de 5 a 7 centímetros de comprimento (valor de referência); os filhotes deixam pegadas minúsculas.

  2. 2

    Interpretar o rastro de um grupo

    Os javalis vivem em grupos (varas). Muitas pegadas de tamanhos diferentes numa trilha lamacenta costumam significar: uma fêmea com filhotes. O rastro é largo, com um claro espaço entre o lado esquerdo e o direito.

  3. 3

    Ler marcas de revolvimento

    Solo revirado em prados, ao longo de trilhas na floresta ou no chão da mata, muitas vezes virado em torrões. Recente: terra escura e úmida, bordas nítidas, raízes não murchas. Antigo: terra seca e esfarelada, grama voltando a crescer por cima.

  4. 4

    Atoleiros e árvores de coçar

    Depressões lamacentas com marcas de corpo e cerdas são atoleiros. Ao lado, costuma haver árvores com a casca coberta de lama na altura do joelho, às vezes com cerdas presas na resina. Os javalis frequentam esses lugares com regularidade.

  5. 5

    Sinais recentes: não entre

    Revolvimentos recentes, atoleiros úmidos, cheiro forte ou grunhidos e estalos no matagal significam: os animais estão perto. Não entre no matagal, no juncal nem no milharal, prenda o cão em guia curta, fale em voz audível e volte ou contorne a área bem longe.

    Os javalis gostam de descansar de dia em abrigos densos.

  6. 6

    Encontro: recuar com calma

    Pare, não grite, não fuja e não vá em direção ao animal. Fale com calma para que ele o reconheça como humano e ande devagar de costas pelo caminho por onde veio. Deixe livre a rota de fuga do animal. Se ele ainda vier em sua direção, proteja-se atrás de uma árvore grossa ou suba num lugar elevado, como uma rocha.

    Nunca fique entre a fêmea e os filhotes.

  7. 7

    Depois do encontro e casos especiais

    Saia da área e mantenha o cão na guia. Comunique à polícia javalis em áreas residenciais ou animais feridos e agressivos, e à vigilância veterinária os javalis mortos. Se alguém se ferir, ligue para 112. Não deixe restos de comida para trás e proteja compostagem e lixeiras no jardim.

Erros comuns

  • Achar os filhotes fofos e se aproximar deles
  • Passar por áreas de javalis com o cão solto
  • Entrar no milharal ou no matagal para olhar
  • Sair correndo ou gritar com o animal e ir na direção dele
  • Descartar restos de comida na floresta

Limites e riscos

  • Nenhuma garantia de um encontro seguro
  • Os tamanhos são valores de referência
  • Sem orientações para afugentar animais

Fontes

  1. [1]

    Preben Bang, Preben Dahlström – Oxford University Press (2001): Animal Tracks and Signs

  2. [2]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  3. [3]

    Friedrich-Loeffler-Institut (FLI), Bundesforschungsinstitut für Tiergesundheit: Afrikanische Schweinepest (ASP) – Tierseucheninformationen

    https://www.fli.de/de/aktuelles/tierseuchengeschehen/afrikanische-schweinepest/

  4. [4]

    Bundesministerium für Finanzen – Amtshelfer oesterreich.gv.at: Notrufnummern (oesterreich.gv.at)

    https://www.oesterreich.gv.at/de/themen/notfaelle_unfaelle_und_kriminalitaet/notrufnummern

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-wild-boar-tracks

22 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Texugo e marta: como interpretar pegadas de cinco dedos

Texugos e martas pertencem à família dos mustelídeos e têm cinco dedos. O texugo deixa pegadas largas, com cinco dedos quase em linha reta, uma almofada plantar em forma de rim e garras longas, além de tocas com grandes montes de terra e latrinas escavadas. A marta costuma saltar em pares e deixa pegadas menores, muitas vezes com apenas quatro dedos visíveis, e fezes retorcidas em pontos elevados. Nunca toque nas fezes – e não perturbe as tocas.

Nunca toque nem cheire fezes. As fezes de raposas, cães e outros animais silvestres podem conter ovos da tênia da raposa e outros agentes patogênicos. Apenas fotografe, no máximo aponte com um gravetinho, e depois lave bem as mãos com sabão.

As fezes de guaxinim podem conter ovos do ascarídeo do guaxinim, que também são perigosos para humanos. Nunca limpe latrinas de guaxinim, por exemplo em sótãos, com as mãos nuas ou varrendo a seco – chame profissionais ou a prefeitura.

As tocas de texugo são o lar de animais selvagens e não devem ser danificadas nem perturbadas. Não suba nos montes de terra, não ilumine nem cutuque os túneis e mantenha os cães afastados.

Nunca toque em texugos ou martas nem os encurrale, mesmo que estejam feridos ou pareçam mansos. Após uma mordida, procure atendimento médico; em caso de ferimentos graves, ligue para 112 (na Áustria, também 144).

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável
  • Telefone celular(opcional)
  • Binóculos(opcional)
  • Sabão / detergente

Passos

  1. 1

    Procurar cinco dedos

    Conte os dedos: cinco dedos indicam mustelídeos, como texugo, marta, furão ou lontra. Se você vir só uma pegada com quatro dedos, compare várias pegadas – na marta, o pequeno dedo interno muitas vezes não aparece. Raposa, cão e gato normalmente mostram quatro dedos na pegada.

  2. 2

    Texugo: larga como uma pequena pata de urso

    A pegada do texugo é mais larga do que comprida, com cerca de 5 a 6 centímetros de largura (valor de referência). Cinco dedos ficam quase em linha reta na frente de uma almofada larga em forma de rim. Nas patas dianteiras, marcas de garras longas aparecem nitidamente à frente dos dedos; nas traseiras, são mais curtas. O rastro parece balançante, e as patas apontam levemente para dentro.

  3. 3

    Observar sinais de texugo

    As tocas de texugo ficam muitas vezes em encostas com mata e têm várias entradas grandes, com montes de terra que contêm restos de forragem de capim e folhas. Caminhos bem batidos partem delas. Pequenos buracos escavados com fezes são latrinas de texugo. Ninhos de vespas desenterrados e pequenos buracos de fuçar no chão indicam que o animal procurou comida.

    Não pise nas tocas, não ilumine o interior nem cutuque.

  4. 4

    Marta: pequena e em pares

    As pegadas de marta medem cerca de 3,5 a 4,5 centímetros de comprimento (valor de referência), com almofadas pequenas; muitas vezes só aparecem quatro dedos. No inverno, os pés peludos deixam a forma borrada. O típico é o salto em pares: duas pegadas quase lado a lado, ligeiramente deslocadas, depois um salto e outro par.

  5. 5

    Observar sinais de marta

    As fezes de marta têm forma de salsicha, são retorcidas, pontiagudas numa ponta e muitas vezes contêm pelos, penas ou caroços de frutas. As martas gostam de deixá-las sobre pedras, troncos ou caminhos. As fuinhas também vivem em construções: batidas no sótão, isolamento rasgado ou mangueiras roídas no compartimento do motor são pistas.

  6. 6

    Descartar confusões

    Lontra: cinco dedos com membrana, só perto da água, muitas vezes com escorregadores na margem. Furão e arminho: parecidos com a marta, mas menores. Guaxinim: cinco dedos longos, como dedos de uma mãozinha. Gato: quatro dedos, redondos, em geral sem marcas de garras. Considere sempre juntos o número de dedos, a forma, o padrão do rastro e o local.

  7. 7

    Higiene e respeito

    Apenas fotografe as fezes e depois lave as mãos. Observe texugos ao entardecer somente a grande distância, com o vento contra o rosto e sem iluminar a toca. Não capture martas dentro de casa por conta própria, mas resolva a situação de forma legal – feche as entradas somente depois de ter certeza de que não há nenhum animal lá dentro e, em caso de dúvida, chame profissionais.

Erros comuns

  • Confundir uma pegada de marta de quatro dedos com a de uma raposa
  • Confundir a pegada do texugo com a mão de uma criança ou com a de um urso
  • Subir nos montes de terra da toca
  • Remover fezes de guaxinim ou de marta com as mãos nuas
  • Iluminar texugos com a lanterna

Limites e riscos

  • Os tamanhos são valores de referência
  • Sem orientações para capturar ou afugentar animais
  • Não é aconselhamento médico

Fontes

  1. [1]

    Preben Bang, Preben Dahlström – Oxford University Press (2001): Animal Tracks and Signs

  2. [2]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  3. [3]

    Centers for Disease Control and Prevention (CDC): Baylisascaris (raccoon roundworm) – prevention information

    https://www.cdc.gov/baylisascaris/

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-badger-marten-tracks

23 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Lebre, coelho, esquilo: como ler rastros de saltos

Lebres, coelhos e esquilos se deslocam aos saltos. As grandes patas traseiras pousam na frente das dianteiras – o grupo de quatro pegadas aponta na direção do deslocamento com as duas pegadas grandes. Nas lebres, as patas dianteiras pousam uma atrás da outra (forma de Y); nos esquilos, lado a lado (retângulo). Sinais de alimentação, como pinhas roídas, completam o quadro. Nunca toque em filhotes de lebre, nunca mexa em lebres mortas.

Nunca toque em lebres ou coelhos encontrados mortos. Lebres-europeias podem transmitir tularemia, que também adoece as pessoas. Mantenha os cães afastados; se encontrar vários animais mortos, informe ao arrendatário de caça local ou ao serviço veterinário.

Filhotes de lebre ficam sozinhos e imóveis em uma depressão rasa durante o dia – a mãe só vem para amamentar. Não toque neles nem os leve embora; siga imediatamente seu caminho e prenda os cães na guia.

Nunca toque nem cheire fezes. As fezes de raposas, cães e outros animais silvestres podem conter ovos da tênia da raposa e outros agentes patogênicos. Apenas fotografe, no máximo aponte com um gravetinho, e depois lave bem as mãos com sabão.

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável(opcional)
  • Telefone celular(opcional)
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Reconhecer o grupo de saltos

    Quatro pegadas ficam juntas, depois vem um intervalo e mais quatro pegadas. Duas delas são grandes e alongadas – as patas traseiras – e duas menores e mais redondas – as dianteiras.

  2. 2

    Determinar a direção do deslocamento

    As duas grandes pegadas traseiras ficam na frente do grupo. Ou seja, o animal seguiu na direção para a qual as pegadas grandes apontam – e não o contrário.

  3. 3

    Lebre-europeia: forma de Y e saltos longos

    As duas patas dianteiras pousam uma atrás da outra, e as duas longas patas traseiras lado a lado na frente delas – juntas formam um Y. As pegadas traseiras têm cerca de 5 a 6 centímetros de comprimento, claramente mais longas na neve, quando toda a sola se imprime (valores de referência). Na fuga, os saltos ficam muito longos. As lebres vivem em campos e bordas de floresta e descansam de dia em uma depressão rasa, a toca.

  4. 4

    Coelho: menor e perto da toca

    O coelho deixa o mesmo padrão, mas menor e com saltos mais curtos. Seus rastros se concentram em torno de tocas com muitas entradas, muitas vezes em solo arenoso, em margens ou em parques, com locais de fezes por perto.

  5. 5

    Esquilo: retângulo de árvore em árvore

    Nos esquilos, as pequenas patas dianteiras pousam lado a lado, e as traseiras também lado a lado na frente delas – o grupo forma um retângulo. Os dedos são longos, como dedos de mão. O rastro vai de árvore em árvore e termina no tronco.

  6. 6

    Considere os sinais de alimentação

    Pinhas de abeto roídas, com o miolo desfiado e montes de escamas ao pé do tronco, assim como avelãs partidas limpamente em duas metades, muitas vezes vêm de esquilos. Lebres e coelhos cortam galhos rente e em diagonal e roem a casca no inverno. Apenas olhe as fezes, não toque nelas.

  7. 7

    Respeito e higiene

    Deixe os filhotes de lebre no prado e siga seu caminho. Nunca toque em lebres mortas e mantenha os cães afastados. Na primavera, prenda os cães na guia quando houver filhotes nos campos. Lave as mãos depois de seguir rastros.

    Lebres mortas podem transmitir tularemia.

Erros comuns

  • Ler o rastro de trás para a frente
  • Confundir os padrões de lebre e de esquilo
  • Achar que filhotes de lebre estão abandonados e levá-los
  • Pegar lebres mortas
  • Atribuir a esquilos os sinais de alimentação de camundongos em nozes (camundongos roem pequenos furos redondos)

Limites e riscos

  • Os tamanhos são valores de referência
  • Não é aconselhamento médico

Fontes

  1. [1]

    Preben Bang, Preben Dahlström – Oxford University Press (2001): Animal Tracks and Signs

  2. [2]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  3. [3]

    Centers for Disease Control and Prevention (CDC): Tularemia – Prevention

    https://www.cdc.gov/tularemia/prevention/index.html

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-hare-squirrel-tracks

24 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Pegadas de aves: como distinguir corvo, pato, garça e pássaros canoros

A maioria das aves tem três dedos voltados para a frente e um para trás. Pássaros canoros como os pardais saltitam e apoiam os dois pés lado a lado; melros e corvos também andam passo a passo. Patos e gansos têm pés palmados e os viram para dentro; garças deixam pegadas grandes e finas, com um dedo traseiro comprido. Nunca toque em aves mortas nem em fezes de aves; informe se encontrar várias aves silvestres mortas.

Não toque em aves silvestres mortas ou doentes e mantenha os cães afastados – elas podem transmitir agentes patogênicos como o da gripe aviária. Se encontrar várias aves silvestres mortas, especialmente aves aquáticas ou aves de rapina, informe o local ao serviço veterinário (na Áustria, à autoridade distrital).

Margens lamacentas, gelo e planícies de maré podem ceder. Observe os rastros apenas de terreno firme e nunca pise no gelo nem em lama funda.

Na época de reprodução, fique longe de margens, bancos de cascalho e prados com aves que nidificam no chão; cisnes e gansos defendem seus ninhos. Respeite as regras das áreas protegidas.

As fezes de aves podem conter agentes patogênicos como a salmonela. Não toque nelas; lave as mãos depois de seguir rastros perto da água.

Materiais

  • Fita métrica ou régua dobrável(opcional)
  • Telefone celular(opcional)
  • Binóculos(opcional)

Passos

  1. 1

    Observe os dedos

    Primeiro conte e compare: quantos dedos apontam para a frente, há um dedo traseiro e qual o comprimento dele? Há membrana entre os dedos? Os dedos são finos ou grossos?

  2. 2

    Pássaros canoros: saltitar ou andar

    Pequenas pegadas de cerca de 2 a 3 centímetros (valor de referência) com um dedo traseiro longo e fino vêm de pássaros canoros. Se estiverem em pares lado a lado, a ave saltitou, por exemplo um pardal ou um tentilhão. Se estiverem alternadas uma após a outra, ela andou ou correu – típico, por exemplo, de melros e estorninhos, que fazem as duas coisas.

  3. 3

    Corvo: grande, esbelto, passo a passo

    Os corvos deixam pegadas de cerca de 5 a 7 centímetros de comprimento (valor de referência), com dedos esbeltos e um dedo traseiro forte e comprido. Normalmente andam alternando os pés, quase em linha reta; na neve, muitas vezes com uma marca de arrasto do dedo do meio. Os pombos deixam pegadas parecidas, mas viram os pés para dentro e têm o dedo traseiro mais curto.

  4. 4

    Pato e ganso: pés palmados

    Três dedos voltados para a frente com pele entre eles e o dedo traseiro minúsculo ou invisível: é uma ave aquática. As pegadas apontam para dentro e o rastro é largo e gingado. As pegadas de pato têm cerca de 5 a 6 centímetros de comprimento (valor de referência); as de gansos e cisnes são bem maiores.

  5. 5

    Garça: grande e fina

    Dedos muito longos e finos e um dedo traseiro comprido, com a pegada muitas vezes passando de 10 centímetros: isso combina com a garça-real. Os passos são longos e ficam quase em uma linha, em água rasa ou na lama da margem. As cegonhas têm o dedo traseiro mais curto e pequenas membranas na base dos dedos.

  6. 6

    Galiformes e marcas de asas

    Faisões e galinhas deixam três dedos grossos na frente e um dedo traseiro curto no rastro de caminhada. Se um rastro termina de repente e há marcas de penas em forma de leque na neve ao lado, a ave levantou voo. Marcas de asas ao redor de uma pequena depressão podem mostrar que uma coruja ou ave de rapina atacou ali.

  7. 7

    Higiene, distância e comunicação

    Não toque em penas, fezes ou aves mortas, mantenha os cães afastados e lave as mãos depois. Informe ao serviço veterinário se encontrar várias aves silvestres mortas – com local, data e foto. Na época de reprodução, evite margens e prados com ninhos.

    Nunca toque em aves silvestres mortas com as mãos nuas.

Erros comuns

  • Tomar o dedo traseiro como direção do deslocamento (os dedos da frente apontam para a frente)
  • Atribuir toda pegada pequena a uma espécie determinada
  • Pisar no gelo ou em lama funda para tirar uma foto
  • Pegar aves mortas
  • Perturbar aves que estão chocando na margem

Limites e riscos

  • Os tamanhos são valores de referência
  • Não permite identificar a espécie de aves pequenas
  • Não é aconselhamento médico

Fontes

  1. [1]

    Mark Elbroch, Eleanor Marks – Stackpole Books (2001): Bird Tracks & Sign: A Guide to North American Species

  2. [2]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  3. [3]

    Friedrich-Loeffler-Institut (FLI), Bundesforschungsinstitut für Tiergesundheit: Aviäre Influenza (Geflügelpest, „Vogelgrippe“) – Tierseucheninformationen

    https://www.fli.de/de/aktuelles/tierseuchengeschehen/aviaere-influenza-ai-gefluegelpest/

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-bird-tracks

25 · Rastros e comportamento · Revisão especializada pendente

Lobo, urso e lince: reconhecer sinais, comportar-se corretamente, comunicar avistamentos

Lobo, urso e lince são raros na Áustria e na Alemanha, mas estão voltando – lobos hoje em muitas regiões, ursos apenas muito ocasionalmente nos Alpes. Seus rastros são grandes: o lobo anda em linha reta, com pegadas de cerca de 8 a 11 centímetros de comprimento; o lince deixa pegadas redondas sem garras; o urso, cinco dedos à frente de uma sola larga. Nunca se aproxime nem os alimente, faça-se notar, mantenha os cães na guia, afaste-se com calma – e comunique rastros, presas abatidas e avistamentos aos órgãos responsáveis.

Nunca se aproxime, siga, atraia ou alimente um lobo, urso ou lince – nem mesmo para uma foto. Animais alimentados perdem o medo e se tornam um perigo para as pessoas e para si mesmos.

Afaste-se imediatamente de carcaças de animais e presas abatidas – um urso pode estar guardando a presa por perto. Não toque em nada, apenas fotografe de longe e informe o local.

Se você vir filhotes de urso ou de lobo, é muito provável que um dos pais esteja por perto. Volte imediatamente e com calma pelo caminho por onde veio.

Mantenha os cães em guia curta em áreas com lobos e ursos. Os lobos podem ver os cães como invasores, e um cachorro pode levar um urso de volta até você. Mantenha uma boa distância dos cães de guarda de rebanho nas pastagens.

Em caso de ataque ou se alguém se ferir, ligue imediatamente para o 112 (na Áustria também 144; nas montanhas, 140). Se um animal não demonstrar medo em uma área povoada ou se aproximar repetidamente das pessoas, ligue para a polícia (Áustria 133, Alemanha 110).

Materiais

  • Telefone celular – Carregado: fotos, coordenadas, chamada de emergência
  • Fita métrica ou régua dobrável – Referência de tamanho na foto
  • Guia para cão (curta ou longa)(opcional)
  • Binóculos(opcional)
  • Caderno de anotações e lápis(opcional)

Passos

  1. 1

    Informe-se antes

    Antes do passeio, verifique se lobo, urso ou lince foram registrados na região – na Áustria, no Österreichzentrum Bär, Wolf, Luchs e nos estados federados; na Alemanha, na DBBW e nas autoridades estaduais. Carregue o celular, saiba os números de emergência, leve uma guia para o cachorro e fique atento a cães de guarda de rebanho nas pastagens alpinas.

  2. 2

    Reconhecer o rastro de um lobo

    A pegada do lobo tem cerca de 8 a 11 centímetros de comprimento (valor de referência), é oval, com quatro dedos e garras – como uma grande pegada de raposa. O rastro segue em linha reta, em fila única, por longas distâncias, e vários lobos costumam pisar nas mesmas pegadas. Cães grandes deixam pegadas parecidas; só especialistas conseguem ter certeza, muitas vezes apenas com análise genética.

  3. 3

    Reconhecer o rastro de um lince

    A pegada do lince é redonda, com cerca de 6 a 9 centímetros de largura (valor de referência), com quatro dedos e geralmente sem marcas de garras – como uma pata de gato muito grande. O rastro segue calmo e reto. Um indício pode ser um corço ou camurça abatido, parcialmente coberto com folhas ou neve.

  4. 4

    Pegadas e sinais de urso

    As pegadas de urso mostram cinco dedos quase em fileira na frente de uma sola larga; na frente veem-se marcas de garras compridas, e a pata traseira lembra um pé humano largo e muitas vezes tem mais de 20 centímetros de comprimento (valor de referência). Outros sinais: pedras viradas, formigueiros e troncos podres revirados, árvores arranhadas, colmeias danificadas e grandes montes de fezes com restos de plantas.

  5. 5

    Presas abatidas e carcaças: afaste-se imediatamente

    Se encontrar um animal morto, não chegue mais perto e não toque em nada. Fotografe de longe, salve as coordenadas no celular e volte pelo caminho por onde veio. Prenda o cachorro em uma guia curta.

    Um urso pode estar guardando a presa por perto.

  6. 6

    Encontro: faça-se notar e recue

    Pare, não saia correndo, não se aproxime. Fale com calma e em voz clara para que o animal reconheça que você é um ser humano e volte devagar pelo caminho por onde veio – mantenha o animal à vista e deixe a rota de fuga dele livre. Se um lobo ficar parado ou se aproximar: faça-se parecer grande, fale alto com ele, bata palmas. Com um lince, basta dar espaço a ele.

    Nunca saia correndo – isso pode provocar perseguição.

  7. 7

    Informar – e quando ligar para a emergência

    Informe pegadas, fezes, presas abatidas e avistamentos com foto (com uma fita métrica ao lado), data, hora e coordenadas: na Áustria, às pessoas de contato do estado federado ou da autoridade distrital (lista no Österreichzentrum Bär, Wolf, Luchs); na Alemanha, à autoridade estadual responsável (a DBBW lista os contatos). Não publique o local exato nas redes sociais. Em caso de ataque ou ferimentos, ligue 112; para animais sem medo de pessoas em áreas povoadas, ligue para a polícia.

Erros comuns

  • Chegar mais perto de um animal para tirar uma foto
  • Sair correndo
  • Deixar restos de comida em locais de descanso ou em cabanas
  • Caminhar com o cachorro solto
  • Ir até uma carcaça
  • Publicar o local exato em público

Limites e riscos

  • Nenhuma garantia de um encontro seguro
  • Os tamanhos são valores de referência
  • Regras e órgãos de comunicação podem mudar – as informações atuais das autoridades têm prioridade

Fontes

  1. [1]

    DBBW im Auftrag des Bundesamts für Naturschutz (BfN): DBBW – Dokumentations- und Beratungsstelle des Bundes zum Thema Wolf (Informationen zu Wolfsvorkommen, Verhalten bei Begegnungen und Ansprechstellen der Bundesländer)

    https://www.dbb-wolf.de

  2. [2]

    Österreichzentrum Bär, Wolf, Luchs: Österreichzentrum Bär, Wolf, Luchs – Informationen zu großen Beutegreifern, Verhaltensempfehlungen und Ansprechpersonen der Bundesländer

    https://baer-wolf-luchs.at

  3. [3]

    Lars-Henrik Olsen – Princeton University Press (2013): Tracks and Signs of the Animals and Birds of Britain and Europe

  4. [4]

    Bundesministerium für Finanzen – Amtshelfer oesterreich.gv.at: Notrufnummern (oesterreich.gv.at)

    https://www.oesterreich.gv.at/de/themen/notfaelle_unfaelle_und_kriminalitaet/notrufnummern

  5. [5]

    European Commission: 112 – the European emergency number

    https://digital-strategy.ec.europa.eu/en/policies/112

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-large-carnivore-signs

26 · Mecânica e história · Revisão especializada pendente

História das armadilhas tradicionais – uma visão geral

Durante longos períodos, muitas culturas não apenas caçaram animais, mas também os capturaram com armadilhas – para alimento, peles e para proteger estoques e rebanhos. Esse conhecimento estava ligado à observação atenta da natureza, a regras e, muitas vezes, ao respeito pelos animais. Hoje, muitos tipos históricos de armadilha são proibidos ou estritamente regulamentados em muitos países, porque causam sofrimento e não distinguem espécies. Este verbete descreve a história – não a construção.

Não reconstrua nem arme armadilhas históricas, nem mesmo “só para testar”. Elas podem ferir animais silvestres, animais de estimação e pessoas; construí-las e usá-las é crime em muitos países.

Passos

  1. 1

    Subsistência

    Em muitas regiões – sobretudo nas áreas frias do norte – armar armadilhas fazia parte da subsistência. Comunidades indígenas frequentemente a ligavam a regras de uso, a conhecimentos transmitidos por gerações e a um respeito espiritual pelos animais.

  2. 2

    Comércio de peles

    From the 17th century, the fur trade shaped large parts of North America, for example through the Hudson's Bay Company founded in 1670. Strong demand led to over-exploitation of animal populations such as beaver in some areas.

  3. 3

    Europa

    Na Europa, os direitos de caça e de captura estiveram por muito tempo ligados à propriedade da terra e à posição social; armar armadilhas sem autorização era considerado caça ilegal. Armadilhas também eram usadas contra animais vistos como pragas ou concorrentes – com consequências para algumas espécies.

  4. 4

    Change in the 20th century

    Com o avanço das ideias de bem-estar animal e de conservação, muitos métodos foram restringidos ou proibidos. Na UE, por exemplo, o uso de armadilhas de mandíbulas é proibido desde a década de 1990; acordos internacionais definem padrões mínimos para armadilhas.

  5. 5

    Hoje

    Em muitos países, hoje as armadilhas só são permitidas a pessoas treinadas e autorizadas, com tipos de armadilha aprovados e sob condições rigorosas – por exemplo, no manejo de fauna ou em pesquisa. Para todas as outras pessoas, esse conhecimento continua sendo história.

Erros comuns

  • Confundir conhecimento histórico com instruções de construção
  • Romantizar ou generalizar culturas tradicionais
  • Achar que o que era permitido no passado é permitido hoje

Limites e riscos

  • Sem detalhes de construção, dimensões ou regulagem – deliberadamente e sem exceção
  • Não é uma história cultural completa

Fontes

  1. [1]

    Council of the European Communities (1991): Council Regulation (EEC) No 3254/91 prohibiting the use of leghold traps in the Community

    https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX:31991R3254

  2. [2]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-trapping-history

27 · Mecânica e história · Revisão especializada pendente

Alavancas, gatilhos e energia armazenada – experimentos de mesa inofensivos

Por trás de muitos mecanismos – de uma maçaneta a uma ratoeira – estão três ideias físicas básicas: uma alavanca muda forças, a energia pode ser armazenada, e um pequeno gatilho pode liberar muita energia armazenada. Três experimentos de mesa com uma régua, moedas, um carrinho de brinquedo e dominós tornam isso visível. Os modelos não conseguem prender, segurar nem ferir nada – e não devem ser adaptados para isso.

Os experimentos servem apenas para entender a física. Nada disso pode ser transformado num dispositivo que prenda ou fira animais ou pessoas – isso contraria o bem-estar animal e é proibido em muitos países.

Mantenha peças pequenas, como moedas, longe de crianças pequenas (risco de engasgo).

Materiais

  • Galhos / varas resistentes(opcional) – Ou um lápis redondo como ponto de apoio
  • Jornal e papelão – Um pedaço de papelão firme como rampa e como cartão de trava

Passos

  1. 1

    Experimento 1: gangorra de régua

    Coloque uma régua, centralizada, sobre um lápis redondo. Ponha duas moedas perto do ponto de apoio de um lado e uma moeda do outro lado – e deslize-a para fora até a régua ficar na horizontal. Ela ficará então a cerca de o dobro da distância do ponto de apoio em comparação com as duas moedas: força vezes braço da alavanca é igual dos dois lados.

  2. 2

    Experimento 2: rampa e cartão de trava

    Apoie um pedaço de papelão em livros como rampa, coloque um carrinho de brinquedo no alto e segure-o com um cartão atravessado. Puxe o cartão: a energia potencial do carrinho vira movimento. Levante a rampa e compare a distância que o carrinho percorre.

  3. 3

    Experimento 3: fila de dominós

    Coloque dominós em fila. Um leve toque do dedo no primeiro libera a energia potencial de todas as peças. O toque é o gatilho; as peças em pé são a energia armazenada.

  4. 4

    Conversar

    Onde encontramos esses princípios no dia a dia? Maçanetas e tesouras (alavancas), interruptores de luz e canetas esferográficas (gatilho e mola), dispositivos de segurança em máquinas, feitos justamente para evitar uma liberação involuntária.

  5. 5

    Arrumar tudo

    Desmonte tudo e guarde. Os modelos continuam sendo experimentos de mesa.

Erros comuns

  • Usar moedas diferentes e estranhar os resultados
  • Rampa íngreme demais, o carrinho tomba
  • Confundir os experimentos com um modelo para dispositivos de captura

Limites e riscos

  • Sem mecanismos de armadilhas, sem projetos de gatilhos
  • Apenas física qualitativa

Fontes

  1. [1]

    David Halliday, Robert Resnick, Jearl Walker – John Wiley & Sons: Fundamentals of Physics

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-mechanics-demo

28 · Mecânica e história · Revisão especializada pendente

Ideias erradas sobre “armadilhas de sobrevivência”

Filmes, vídeos e livros de sobrevivência muitas vezes sugerem que dá para se alimentar facilmente na natureza com algumas armadilhas. A realidade é outra: armar armadilhas sem autorização é proibido em muitos países, o sucesso é incerto, a energia obtida e o esforço gasto muitas vezes não compensam, e armadilhas inadequadas causam sofrimento aos animais e colocam animais de estimação e pessoas em perigo. Em uma emergência real, calor, água, sinalização e conseguir ajuda são muito mais importantes.

Numa emergência, primeiro providencie proteção contra frio ou calor, água e ajuda: ligue para o número de emergência local (112 na UE), fique onde está, faça sinais. Na maioria das emergências de alguns dias, comida não é o problema mais urgente.

Passos

  1. 1

    Mito: “Armadilhas são uma fonte de comida fácil”

    Nem mesmo caçadores com armadilhas experientes e licenciados pegam algo todos os dias. Sem conhecimento detalhado da região e do comportamento dos animais, o sucesso depende da sorte – e a energia gasta para montar e verificar é real.

  2. 2

    Mito: “Em emergência, tudo é permitido”

    As exceções para emergências são estreitas e variam de país para país. Quem arma armadilhas numa emergência curta se arrisca a punições e causa dano – e geralmente tem opções melhores, ou seja, buscar ajuda.

  3. 3

    Mito: “Carne resolve o problema da comida”

    Só caça muito magra não cobre a necessidade de energia. Viver por um período mais longo quase só de carne magra pode adoecer você (a chamada “fome de coelho”).

  4. 4

    Mito: “Armadilhas caseiras não fazem mal a ninguém”

    Armadilhas não distinguem espécies: animais protegidos, cães, gatos e até crianças podem ser atingidos. Armadilhas esquecidas continuam perigosas.

  5. 5

    O que realmente ajuda

    Suprimentos e planejamento de emergência antes da viagem, roupas quentes, água, meios de sinalização, deixar o roteiro da viagem com alguém de confiança – e pedir ajuda cedo numa emergência.

Erros comuns

  • Tratar vídeos de sobrevivência como manual de instruções
  • Dar prioridade à busca de comida em vez de calor e água
  • Subestimar as consequências legais

Limites e riscos

  • Este verbete não traz instruções de armadilhas – elas estão na seção "Armadilhas e laços em emergências"
  • Não é orientação nutricional

Fontes

  1. [1]

    Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) (2004): Human energy requirements – Report of a Joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation

    https://www.fao.org/4/y5686e/y5686e00.htm

  2. [2]

    Council of the European Communities (1992): Council Directive 92/43/EEC on the conservation of natural habitats and of wild fauna and flora (Habitats Directive)

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-trapping-myths

29 · Armadilhas e laços em uma emergência · Revisão especializada pendente

Armadilhas numa emergência real: lei, ética e chances realistas de sucesso

Armadilhas são o último recurso quando alguém fica preso na natureza por dias, sem resgate. Sem direito de caça, são ilegais, exigem muito conhecimento e muitas vezes não pegam nada. Quem as arma numa emergência real procura primeiro trilhas de animais e pontos de estrangulamento, arma só tantas armadilhas quantas puder verificar todos os dias, conta e marca cada uma e desmonta tudo no fim.

A lei na Áustria e na Alemanha: montar armadilhas ou laços sem direito de caça é caça ilegal – um crime (Alemanha: § 292 StGB, Áustria: §§ 137, 138 StGB). Na Alemanha, o § 19 da Lei Federal de Caça proíbe laços até para caçadores; na Áustria, as leis estaduais de caça são igualmente rígidas. Este conhecimento é apenas para risco real de vida, quando o resgate não pode ser alcançado – não para treino, como passatempo ou porque você está com fome durante um passeio.

Bem-estar animal: quem causa a um vertebrado dor ou sofrimento prolongado ou considerável, ou o mata sem motivo justificado, comete um crime (Alemanha: § 17 da Lei de Proteção Animal, Áustria: § 222 StGB e a Lei de Proteção Animal). Mesmo em uma emergência: verifique as armadilhas com frequência, mate os animais capturados imediatamente e com segurança, solte os animais não visados e desmonte todas as armadilhas no fim.

Nunca arme armadilhas onde pessoas, crianças, cães, gatos ou animais de pasto possam chegar – portanto, não perto de caminhos, acampamentos, casas ou pastos. Nunca construa nada voltado contra pessoas ou animais grandes.

Caçar com armadilhas custa energia, calorias e tempo. Se você está fraco, montar e verificar muitas vezes gasta mais energia do que uma captura rara traz. Descanso, calor e água vêm primeiro.

Materiais

  • Fita de marcação de cor chamativa – Para marcar cada ponto de armadilha
  • Etiquetas e caneta à prova d'água – Para a lista e o croqui de todas as armadilhas
  • Faca (lâmina fixa ou com trava)
  • Luvas de trabalho resistentes – Contra cheiro e agentes patogênicos

Passos

  1. 1

    Verificar com honestidade: é uma emergência real?

    Uma pessoa saudável sobrevive várias semanas sem comida, mas só alguns dias sem água e, no frio, muitas vezes só horas sem abrigo. Portanto, primeiro: pedido de socorro e sinais (apito, fogo, painel de sinalização), água, abrigo, calor. Armadilhas só entram em questão quando está claro que ninguém virá por muito tempo e que a vida está em perigo.

    Fome num passeio de fim de semana não é emergência. Sem perigo real de vida, caçar com armadilhas continua sendo caça ilegal.

  2. 2

    Calcular o balanço de energia

    Pense no que custa menos energia: coletar plantas que você conhece com certeza, pescar num riacho ou lago, ou armar armadilhas. As armadilhas muitas vezes não pegam nada por dias, e caça pequena magra sozinha não cobre suas necessidades – sem gordura ela não sacia. Por isso as armadilhas são um complemento que trabalha em segundo plano enquanto você poupa energia.

  3. 3

    Ler trilhas de animais e pontos de estrangulamento

    Procure sinais recentes: trilhas estreitas na grama, pegadas na lama, fezes, marcas de alimentação em cascas ou brotos, tocas. Os melhores pontos são estrangulamentos onde a trilha passa entre arbustos, rochas ou troncos caídos, e caminhos até a água e o alimento. No meio de campo aberto, uma armadilha quase nunca pega nada.

  4. 4

    Escolher locais seguros

    Use apenas locais que nenhuma pessoa, criança, cão, gato ou animal de pasto consiga alcançar: longe de caminhos, cabanas, pastos e da trilha em volta do seu próprio acampamento. Fique atento a sinais de espécies protegidas (por exemplo lontra, gato-selvagem, castor) e não arme nada ali. Só em trilhas de caça pequena, nunca em trilhas de cervos ou javalis.

  5. 5

    Manter baixos o cheiro e a perturbação

    Os animais sentem o cheiro de pessoas e de madeira recém-cortada. Manuseie o material com luvas ou esfregue as mãos com terra, segure a madeira brevemente na fumaça, esfregue os cortes recentes com terra. Use material que já esteja ali, pise o mínimo possível e deixe a trilha com a aparência de antes.

  6. 6

    Poucas armadilhas, todas contadas e marcadas

    Arme só tantas armadilhas quantas você conseguir verificar com segurança todos os dias – melhor poucas boas do que muitas esquecidas. Dê um número a cada armadilha, marque o local com fita na altura dos olhos, alguns passos ao lado, e anote numa lista com um croqui: número, tipo de armadilha, local.

  7. 7

    Verificar pelo menos uma vez por dia

    Faça a ronda pelo menos uma vez por dia, melhor duas – de manhã cedo e à noite, porque muitos animais pequenos são ativos ao amanhecer e ao anoitecer. Um animal capturado não deve sofrer por horas ou dias. Como proceder está descrito no verbete “Verificar armadilhas, matar animais rapidamente e desmontar armadilhas”.

    Se você não conseguir mais fazer uma ronda (doença, clima, mudança de local), desmonte as armadilhas ou desarme-as antes.

  8. 8

    Desmontar tudo depois da emergência

    Assim que o resgate chegar ou você seguir adiante, desmonte todas as armadilhas usando sua lista: leve arame e cordão, espalhe gravetos e pedras, retire as fitas. Conte de novo – o número de armadilhas desmontadas deve ser igual ao de armadas. Se não conseguiu desmontar tudo, informe aos socorristas ou à polícia exatamente onde ainda há armadilhas.

Erros comuns

  • Armar armadilhas antes de garantir água, calor e sinais
  • Colocar armadilhas em campo aberto em vez de nas trilhas
  • Armar mais armadilhas do que se consegue verificar
  • Não contar nem marcar as armadilhas
  • Armadilhas perto de caminhos, acampamentos ou pastos
  • Deixar armadilhas para trás ao seguir viagem

Limites e riscos

  • Não é assessoria jurídica – na dúvida, vale a proibição
  • Sem armadilhas para animais maiores, sem armadilhas de mandíbula, sem armadilhas de lança ou de mola
  • Sem dados sobre taxas de captura – o sucesso varia muito

Fontes

  1. [1]

    Headquarters, Department of the Army (USA) (2002): FM 3-05.70 Survival

  2. [2]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (1976): Bundesjagdgesetz (BJagdG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 29. September 1976

    https://www.gesetze-im-internet.de/bjagdg/

  3. [3]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de): Strafgesetzbuch (StGB) – § 292 Jagdwilderei

    https://www.gesetze-im-internet.de/stgb/__292.html

  4. [4]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (1974): Strafgesetzbuch (StGB), BGBl. Nr. 60/1974 – §§ 137, 138 (Eingriff in fremdes Jagd- oder Fischereirecht) und § 222 (Tierquälerei)

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=10002296

  5. [5]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (2006): Tierschutzgesetz (TierSchG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 18. Mai 2006

    https://www.gesetze-im-internet.de/tierschg/

  6. [6]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (2004): Bundesgesetz über den Schutz der Tiere (Tierschutzgesetz – TSchG), BGBl. I Nr. 118/2004

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=20003541

  7. [7]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

  8. [8]

    Council of the European Communities (1991): Council Regulation (EEC) No 3254/91 prohibiting the use of leghold traps in the Community

    https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX:31991R3254

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trap-emergency-basics

30 · Armadilhas e laços em uma emergência · Revisão especializada pendente

O laço simples de arame para caça pequena

O laço simples é uma volta de arame com um olhal corrediço, que fica pendurado atravessado numa trilha de caça pequena e é preso a um ponto de ancoragem firme. Quando uma lebre ou um coelho passa correndo, o laço aperta. É fácil de fazer, mas problemático: muitas vezes não mata na hora e também pega outros animais. Por isso é proibido até para caçadores na Alemanha – aparece aqui apenas como conhecimento para perigo real de vida.

A lei na Áustria e na Alemanha: montar armadilhas ou laços sem direito de caça é caça ilegal – um crime (Alemanha: § 292 StGB, Áustria: §§ 137, 138 StGB). Na Alemanha, o § 19 da Lei Federal de Caça proíbe laços até para caçadores; na Áustria, as leis estaduais de caça são igualmente rígidas. Este conhecimento é apenas para risco real de vida, quando o resgate não pode ser alcançado – não para treino, como passatempo ou porque você está com fome durante um passeio.

Bem-estar animal: quem causa a um vertebrado dor ou sofrimento prolongado ou considerável, ou o mata sem motivo justificado, comete um crime (Alemanha: § 17 da Lei de Proteção Animal, Áustria: § 222 StGB e a Lei de Proteção Animal). Mesmo em uma emergência: verifique as armadilhas com frequência, mate os animais capturados imediatamente e com segurança, solte os animais não visados e desmonte todas as armadilhas no fim.

Um laço muitas vezes mantém o animal vivo em vez de matá-lo. Ele também pega gatos, cães, raposas e espécies protegidas. Por isso verifique pelo menos uma vez por dia, melhor de manhã e à noite, e arme laços apenas no tamanho de caça pequena.

Arame sob tensão pode voltar com força ao ser dobrado. Proteja os olhos, dobre bem as pontas e nunca enrole o arame nos dedos.

Materiais

  • Arame fino e macio (latão ou aço galvanizado) – Mais ou menos do comprimento de um braço; arame fino e macio é o melhor
  • Barbante fino – Só como alternativa de emergência – o cordão afrouxa
  • Galhos / varas resistentes – Estaca de ancoragem, graveto de apoio e gravetos-guia
  • Faca (lâmina fixa ou com trava)
  • Fita de marcação de cor chamativa

Passos

  1. 1

    Avaliar a situação de emergência e o local

    Laços só em perigo real de vida e só seguindo as regras básicas: longe de caminhos, acampamentos, pastos e casas, apenas numa trilha de caça pequena. Decida quantos laços você consegue verificar por dia e anote cada um na sua lista.

  2. 2

    Dobrar o olhal corrediço

    A cerca de dois dedos de largura da ponta do arame, dobre um pequeno olhal: coloque o arame em volta de uma estaquinha fina ou de um prego, enrole a ponta firmemente no próprio arame duas ou três vezes e puxe a estaquinha. Dobre a ponta rente, para que nada fique saliente.

  3. 3

    Formar e testar a laçada

    Passe a ponta longa do arame pelo olhal – assim se forma um nó corrediço. Abra e feche algumas vezes: o arame tem de deslizar com facilidade e sem prender. Antes, alise as dobras do arame, senão a laçada emperra.

  4. 4

    Encontrar o lugar certo na trilha

    Escolha um local onde a trilha seja estreita, por exemplo entre dois arbustos ou sob um galho. Em coelhos e lebres, muitas vezes se veem pontos de pouso – pequenas áreas achatadas onde o animal toca o chão. O laço fica entre dois pontos de pouso, não em cima de um.

  5. 5

    Firmar a ancoragem

    Amarre firmemente a ponta livre do arame a uma estaca forte, cravada fundo e em ângulo no chão, ou a uma raiz forte ou arvorezinha ao lado da trilha. Puxe com força: uma ancoragem que cede deixa o animal fugir com o arame – isso prolonga o sofrimento dele.

  6. 6

    Armar o laço

    A laçada fica em pé e atravessada na trilha. Como regra prática dos manuais de sobrevivência para lebres e coelhos: laçada do tamanho de um punho, borda inferior cerca de uma palma acima do chão. Mantenha-a em posição com um graveto fendido enfiado no chão ao lado da trilha.

    Nunca monte laçadas maiores – elas pegam cervos, cães e raposas e causam sofrimento grave.

  7. 7

    Colocar gravetos-guia

    Enfie gravetos finos à esquerda e à direita ou arranje material seco de modo que o caminho natural passe pela laçada. Não bloqueie a trilha inteira – o animal não deve notar nada de estranho. Depois deixe o local como o encontrou.

  8. 8

    Marcar, verificar, desmontar

    Amarre uma fita na altura dos olhos, alguns passos ao lado do laço, e anote o número e o local na lista. Verifique pelo menos uma vez por dia, renove ou retire laços tortos ou disparados. Ao partir, desmonte todos os laços e leve o arame com você.

Erros comuns

  • Laço grande demais ou baixo demais – capturas erradas e capturas pela pata
  • Laço ao lado da trilha em vez de sobre ela
  • A ancoragem cede
  • Cordão em vez de arame – o animal se solta ferido
  • Laços demais, verificação rara
  • Esquecer os laços ao ir embora

Limites e riscos

  • As medidas são regras práticas para lebres e coelhos, não valores testados
  • Nada de laços para animais maiores
  • Sem instruções para laços com vara-mola ou mecanismo de içar

Fontes

  1. [1]

    Headquarters, Department of the Army (USA) (2002): FM 3-05.70 Survival

  2. [2]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (1976): Bundesjagdgesetz (BJagdG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 29. September 1976

    https://www.gesetze-im-internet.de/bjagdg/

  3. [3]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de): Strafgesetzbuch (StGB) – § 292 Jagdwilderei

    https://www.gesetze-im-internet.de/stgb/__292.html

  4. [4]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (1974): Strafgesetzbuch (StGB), BGBl. Nr. 60/1974 – §§ 137, 138 (Eingriff in fremdes Jagd- oder Fischereirecht) und § 222 (Tierquälerei)

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=10002296

  5. [5]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (2006): Tierschutzgesetz (TierSchG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 18. Mai 2006

    https://www.gesetze-im-internet.de/tierschg/

  6. [6]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (2004): Bundesgesetz über den Schutz der Tiere (Tierschutzgesetz – TSchG), BGBl. I Nr. 118/2004

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=20003541

  7. [7]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trap-snare

31 · Armadilhas e laços em uma emergência · Revisão especializada pendente

A armadilha de queda em figura 4

Na armadilha de queda em figura 4, três gravetos entalhados – poste, diagonal e graveto de isca – seguram uma pedra plana pesada inclinada no ar. Quando um animal puxa a isca, a estrutura se desfaz e a pedra cai. Ela precisa ser pesada o bastante para matar na hora. Armá-la é um trabalho de precisão e perigoso para os seus dedos: sua mão nunca fica embaixo do peso.

A lei na Áustria e na Alemanha: montar armadilhas ou laços sem direito de caça é caça ilegal – um crime (Alemanha: § 292 StGB, Áustria: §§ 137, 138 StGB). Na Alemanha, o § 19 da Lei Federal de Caça proíbe laços até para caçadores; na Áustria, as leis estaduais de caça são igualmente rígidas. Este conhecimento é apenas para risco real de vida, quando o resgate não pode ser alcançado – não para treino, como passatempo ou porque você está com fome durante um passeio.

Bem-estar animal: quem causa a um vertebrado dor ou sofrimento prolongado ou considerável, ou o mata sem motivo justificado, comete um crime (Alemanha: § 17 da Lei de Proteção Animal, Áustria: § 222 StGB e a Lei de Proteção Animal). Mesmo em uma emergência: verifique as armadilhas com frequência, mate os animais capturados imediatamente e com segurança, solte os animais não visados e desmonte todas as armadilhas no fim.

Ao armar e ao verificar, nunca ponha a mão, o braço ou a cabeça embaixo do peso. Prenda a isca antes de o peso estar apoiado na estrutura. Uma pedra pesada pode quebrar dedos. Crianças mantêm distância de vários metros e nunca montam uma sozinhas.

Um peso leve demais apenas fere o animal e o faz sofrer. O peso deve ser bem mais pesado que o animal e cair sobre uma base dura.

Materiais

  • Galhos / varas resistentes – Três gravetos retos, secos e sadios, da grossura de um polegar mais ou menos
  • Faca (lâmina fixa ou com trava) – Para entalhar os encaixes
  • Luvas de trabalho resistentes
  • Fita de marcação de cor chamativa

Passos

  1. 1

    Escolha o local, o peso e a base

    Procure um local de alimentação ou trilha usado por animais pequenos, longe de caminhos e do acampamento. Você precisa de uma pedra plana e pesada ou de um pedaço pesado de tronco, bem mais pesado que o animal, e de uma base dura e plana – de preferência uma pedra plana no chão. Em terreno mole o animal é apenas pressionado contra a terra em vez de morrer na hora.

  2. 2

    Prepare três gravetos

    Corte três gravetos retos, secos e sadios, mais ou menos da grossura de um polegar e, para caça pequena, do comprimento de um antebraço: o poste, a diagonal e o graveto de isca, um pouco mais comprido. Madeira podre ou muito flexível não segura os encaixes.

  3. 3

    Entalhe o poste

    Entalhe a ponta de cima do poste em uma ponta de cunha plana, como uma chave de fenda. Mais ou menos na metade da altura, faça em um dos lados um encaixe quadrado com bordas exatamente em ângulo reto. Entalhe sempre para longe do seu corpo.

  4. 4

    Entalhe o graveto diagonal

    A pouca distância de uma das pontas, faça um encaixe que se ajuste exatamente à ponta em cunha do poste. Entalhe a outra ponta do graveto diagonal também em uma ponta de cunha plana.

  5. 5

    Entalhe o graveto de isca

    Perto da ponta traseira vai um pequeno encaixe onde fica a ponta em cunha da diagonal. No ponto em que o graveto de isca cruza o poste, faça um encaixe quadrado que trave no encaixe do poste. Afie a ponta da frente para a isca.

  6. 6

    Treine sem o peso

    Posicione o poste na vertical sobre a base, engate o encaixe do graveto de isca no encaixe do poste, apoie o encaixe da diagonal na ponta do poste e sua extremidade inferior no encaixe do graveto de isca. Pressione de leve a ponta superior com um dedo: a estrutura deve se manter e desabar quando o graveto de isca for tocado de leve. Refaça os encaixes até funcionar com segurança.

  7. 7

    Prenda a isca, abaixe o peso pelo lado

    Primeiro enfie a isca no graveto de isca. Apoie uma borda do peso no chão e segure-o com uma mão por cima, na borda traseira. Com a outra mão, monte a estrutura e abaixe devagar o peso sobre a ponta superior da diagonal. Ajoelhe-se ao lado; sua mão fica na borda externa do peso.

    Se o peso cair enquanto você o posiciona, não tente agarrá-lo – solte e puxe a mão para trás.

  8. 8

    Verifique, marque, mantenha distância

    De uma distância segura, ao lado, confira que o peso está bem apoiado e acima da isca e da base. Marque o local, anote-o na lista e verifique pelo menos uma vez por dia. Ao verificar e desmontar, dispare a armadilha pelo lado com um galho comprido.

Erros comuns

  • Peso leve demais ou base mole demais
  • Encaixes imprecisos – a armadilha cai na hora ou não cai nunca
  • Prender a isca quando o peso já está apoiado na estrutura
  • Mão embaixo do peso ao armar
  • Não treinar a armadilha antes, sem o peso
  • Disparar a armadilha com a mão em vez de com um graveto

Limites e riscos

  • Sem valores de peso – apenas “bem mais pesado que o animal”
  • Somente para caça pequena; sem armadilhas de queda para animais maiores

Fontes

  1. [1]

    Headquarters, Department of the Army (USA) (2002): FM 3-05.70 Survival

  2. [2]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (1976): Bundesjagdgesetz (BJagdG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 29. September 1976

    https://www.gesetze-im-internet.de/bjagdg/

  3. [3]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de): Strafgesetzbuch (StGB) – § 292 Jagdwilderei

    https://www.gesetze-im-internet.de/stgb/__292.html

  4. [4]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (1974): Strafgesetzbuch (StGB), BGBl. Nr. 60/1974 – §§ 137, 138 (Eingriff in fremdes Jagd- oder Fischereirecht) und § 222 (Tierquälerei)

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=10002296

  5. [5]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (2006): Tierschutzgesetz (TierSchG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 18. Mai 2006

    https://www.gesetze-im-internet.de/tierschg/

  6. [6]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (2004): Bundesgesetz über den Schutz der Tiere (Tierschutzgesetz – TSchG), BGBl. I Nr. 118/2004

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=20003541

  7. [7]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trap-figure-four-deadfall

32 · Armadilhas e laços em uma emergência · Revisão especializada pendente

A armadilha de queda Paiute

A armadilha de queda Paiute sustenta um peso com um poste vertical, um graveto de alavanca, um cordão curto com um travessão e um graveto fino de isca. Exige menos entalhe que a figura 4, é mais fácil de armar e é considerada mais sensível – até um leve puxão na isca a dispara. Valem as mesmas regras rígidas para as suas mãos: nunca ponha a mão embaixo do peso.

A lei na Áustria e na Alemanha: montar armadilhas ou laços sem direito de caça é caça ilegal – um crime (Alemanha: § 292 StGB, Áustria: §§ 137, 138 StGB). Na Alemanha, o § 19 da Lei Federal de Caça proíbe laços até para caçadores; na Áustria, as leis estaduais de caça são igualmente rígidas. Este conhecimento é apenas para risco real de vida, quando o resgate não pode ser alcançado – não para treino, como passatempo ou porque você está com fome durante um passeio.

Bem-estar animal: quem causa a um vertebrado dor ou sofrimento prolongado ou considerável, ou o mata sem motivo justificado, comete um crime (Alemanha: § 17 da Lei de Proteção Animal, Áustria: § 222 StGB e a Lei de Proteção Animal). Mesmo em uma emergência: verifique as armadilhas com frequência, mate os animais capturados imediatamente e com segurança, solte os animais não visados e desmonte todas as armadilhas no fim.

Esta armadilha é especialmente sensível. Prenda a isca primeiro, segure o peso apenas pelo lado e por cima, nunca ponha a mão embaixo do peso. Ao verificar, dispare-a pelo lado com um galho comprido. Mantenha as crianças longe.

Como em toda armadilha de queda, o peso deve ser bem mais pesado que o animal e cair sobre uma base dura – caso contrário o animal fica apenas ferido.

Materiais

  • Galhos / varas resistentes – Poste, graveto de alavanca, travessão e um graveto de isca fino e comprido
  • Barbante fino – Um pedaço curto e forte de cordão
  • Faca (lâmina fixa ou com trava)
  • Luvas de trabalho resistentes
  • Fita de marcação de cor chamativa

Passos

  1. 1

    Escolha o local, o peso e a base

    Como na figura 4: um local de alimentação ou trilha longe de caminhos e do acampamento, uma pedra plana ou um pedaço pesado de tronco bem mais pesado que o animal, e uma base dura e plana. O local deve ser protegido do vento, porque a armadilha é muito sensível.

  2. 2

    Separe os quatro gravetos e o cordão

    Você precisa de um poste reto, um pouco mais curto que a altura em que o peso vai ficar suspenso, um graveto de alavanca mais ou menos do comprimento do poste, um travessão curto de cerca de cinco centímetros, um graveto de isca fino e reto, comprido o bastante para ir do poste até debaixo do peso, e um pedaço curto e forte de cordão.

  3. 3

    Amarre o cordão na alavanca e no travessão

    Amarre uma ponta do cordão na extremidade inferior do graveto de alavanca e a outra ponta no meio do travessão. O cordão deve ser longo o bastante para que o travessão fique na metade da altura do poste mais tarde. Entalhe um sulco raso no topo do poste para que a alavanca não escorregue para o lado.

  4. 4

    Posicione o poste e apoie a alavanca

    Posicione o poste na vertical ao lado da base, de preferência pressionado um pouco no chão. Coloque o graveto de alavanca atravessado sobre o sulco na ponta do poste: a ponta curta aponta para a base e vai sustentar o peso, a ponta longa com o cordão fica pendurada do outro lado.

  5. 5

    Encaixe o travessão e o graveto de isca – sem o peso

    Passe o cordão até a metade em volta do poste, de modo que o travessão fique na horizontal, em ângulo reto com o poste. Encaixe a ponta do graveto de isca atrás da extremidade livre do travessão e apoie a outra ponta do graveto de isca contra a borda da base ou uma pequena estaca cravada. Pressione a ponta curta da alavanca com um dedo e toque no graveto de isca: tudo deve cair de uma vez.

  6. 6

    Prenda a isca

    Enfie ou amarre a isca no graveto de isca antes de colocar o peso. Use algo que os animais locais conheçam e que não esteja espalhado em abundância por perto.

  7. 7

    Abaixe o peso pelo lado

    Apoie uma borda do peso na base, segure-o por cima, na borda externa, e abaixe devagar a borda levantada sobre a ponta curta da alavanca. Ajoelhe-se ao lado; seus dedos ficam do lado de fora do peso. Só solte quando a estrutura estiver firme.

    Se a armadilha disparar enquanto você abaixa o peso, solte imediatamente e puxe a mão para trás – nunca tente agarrá-lo.

  8. 8

    Verifique, marque, desmonte

    De uma distância segura, ao lado, confira que o peso está acima da isca e da base. Marque o local, anote-o na lista e verifique pelo menos uma vez por dia. Para verificar e desmontar, dispare a armadilha pelo lado com um galho comprido e leve o cordão com você.

Erros comuns

  • Cordão comprido demais – o travessão fica baixo demais e não segura
  • Graveto de isca grosso demais ou curto demais
  • Armadilha em local ventoso
  • Prender a isca só depois que o peso já está apoiado na estrutura
  • Mão embaixo do peso
  • Deixar o cordão para trás ao desmontar

Limites e riscos

  • Sem valores de peso – apenas “bem mais pesado que o animal”
  • Somente para caça pequena

Fontes

  1. [1]

    Headquarters, Department of the Army (USA) (2002): FM 3-05.70 Survival

  2. [2]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (1976): Bundesjagdgesetz (BJagdG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 29. September 1976

    https://www.gesetze-im-internet.de/bjagdg/

  3. [3]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de): Strafgesetzbuch (StGB) – § 292 Jagdwilderei

    https://www.gesetze-im-internet.de/stgb/__292.html

  4. [4]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (1974): Strafgesetzbuch (StGB), BGBl. Nr. 60/1974 – §§ 137, 138 (Eingriff in fremdes Jagd- oder Fischereirecht) und § 222 (Tierquälerei)

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=10002296

  5. [5]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (2006): Tierschutzgesetz (TierSchG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 18. Mai 2006

    https://www.gesetze-im-internet.de/tierschg/

  6. [6]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (2004): Bundesgesetz über den Schutz der Tiere (Tierschutzgesetz – TSchG), BGBl. I Nr. 118/2004

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=20003541

  7. [7]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trap-paiute-deadfall

33 · Armadilhas e laços em uma emergência · Revisão especializada pendente

Verificar armadilhas, matar os animais rapidamente e desmontar as armadilhas

Quem arma armadilhas numa emergência é responsável por cada animal que cair nelas. Isso significa uma ronda de verificação fixa pelo menos uma vez por dia, aproximar-se com cuidado, soltar de imediato animais domésticos e espécies protegidas, matar de forma rápida e segura a caça miúda capturada, proteger-se de doenças como a tularemia e, por fim, desmontar completamente cada armadilha.

A lei na Áustria e na Alemanha: montar armadilhas ou laços sem direito de caça é caça ilegal – um crime (Alemanha: § 292 StGB, Áustria: §§ 137, 138 StGB). Na Alemanha, o § 19 da Lei Federal de Caça proíbe laços até para caçadores; na Áustria, as leis estaduais de caça são igualmente rígidas. Este conhecimento é apenas para risco real de vida, quando o resgate não pode ser alcançado – não para treino, como passatempo ou porque você está com fome durante um passeio.

Bem-estar animal: quem causa a um vertebrado dor ou sofrimento prolongado ou considerável, ou o mata sem motivo justificado, comete um crime (Alemanha: § 17 da Lei de Proteção Animal, Áustria: § 222 StGB e a Lei de Proteção Animal). Mesmo em uma emergência: verifique as armadilhas com frequência, mate os animais capturados imediatamente e com segurança, solte os animais não visados e desmonte todas as armadilhas no fim.

Animais presos mordem e arranham em pânico. Nunca ponha as mãos nuas perto da boca. Toda mordida de animal precisa de atendimento médico – lave bem o ferimento com água e sabão e busque ajuda o quanto antes (número de emergência 112, na Áustria também 144).

Animais selvagens podem transmitir doenças, como a tularemia (febre do coelho) nas lebres, por exemplo. Use sempre luvas, lave as mãos depois, cozinhe a carne até o centro e nunca coma animais que pareçam doentes, muito magros ou estranhamente mansos, nem animais encontrados mortos sem que sua própria armadilha os tenha matado.

Materiais

  • Luvas de trabalho resistentes – Contra mordidas, arranhões e germes
  • Galhos / varas resistentes – Um porrete resistente e um galho comprido
  • Faca (lâmina fixa ou com trava) – Para cortar cordão
  • Etiquetas e caneta à prova d'água – Lista e croqui de todas as armadilhas

Passos

  1. 1

    Planeje uma ronda fixa

    Todos os dias, no mesmo horário, de preferência de manhã cedo e à noite, vá a todas as armadilhas em ordem, usando sua lista. Leve luvas, um porrete resistente, um galho comprido, uma faca e uma jaqueta ou pano. Marque cada armadilha na lista.

  2. 2

    Aproxime-se com cuidado e avalie

    Pare a alguns passos de distância e olhe primeiro: a armadilha está intacta, disparada ou há um animal nela? Que animal é – espécie visada, animal de estimação, espécie protegida? Está vivo? Só quando souber o que vai fazer, aproxime-se devagar e com calma.

  3. 3

    Solte imediatamente os animais não visados

    Animais de estimação e espécies protegidas são soltos imediatamente. Coloque uma jaqueta sobre a cabeça e o corpo – os animais se acalmam no escuro. Afrouxe o laço com um graveto ou corte o cordão sem aproximar a mão da boca. Com animais grandes ou bem armados, mantenha distância e peça ajuda (polícia: Alemanha 110, Áustria 133).

    Não simplesmente solte animais não visados que estejam gravemente feridos – busque ajuda por meio da polícia ou de um caçador.

  4. 4

    Abra as armadilhas de queda pelo lado

    Se uma armadilha de queda disparou, levante o peso pelo lado, usando um graveto como alavanca, nunca com a mão por baixo. Verifique se o animal está morto. Se uma armadilha disparou sem capturar nada, rearme-a seguindo as regras ou desmonte-a.

  5. 5

    Mate rapidamente a caça pequena viva

    Segure o animal firme com a jaqueta ou com o galho comprido para que ele não consiga se mexer. Depois, sem hesitar, dê uma pancada forte e bem mirada com o porrete na nuca, logo atrás das orelhas. Se necessário, dê outra em seguida. Hesitar prolonga o sofrimento.

  6. 6

    Confirme a morte com segurança

    O animal não respira mais, o corpo está mole e, se você tocar com cuidado a superfície do olho com um talo de capim, ele não pisca. Se estiver em dúvida, repita a pancada. Só então retire o animal da armadilha.

  7. 7

    Fique atento a doenças

    Use luvas. Se o animal parecer doente ou muito magro, tiver feridas ou secreções incomuns, ou tiver estado estranhamente manso ou confuso antes, ele não deve ser comido, e sim enterrado. Cozinhe sempre a carne até o centro, depois lave bem as mãos e a faca.

  8. 8

    Desmonte todas as armadilhas por completo

    Quando a emergência acabar ou você não conseguir mais fazer a ronda, desmonte todas as armadilhas usando a lista: dispare as armadilhas de queda com o graveto, espalhe gravetos e pedras, leve consigo arame, cordão e fita. No fim, o número de armadilhas desmontadas deve ser igual ao número de armadilhas montadas.

Erros comuns

  • Pular a verificação ou ir raramente
  • Ir direto até a armadilha sem olhar
  • Pôr as mãos nuas perto da boca do animal
  • Hesitar na hora de matar
  • Não confirmar a morte
  • Comer animais doentes ou mansos
  • Esquecer as armadilhas ao ir embora

Limites e riscos

  • Não substitui um treinamento de caça
  • Sem instruções de esquartejamento – apenas regras básicas de higiene
  • Primeiros socorros apenas em nível leigo

Fontes

  1. [1]

    Headquarters, Department of the Army (USA) (2002): FM 3-05.70 Survival

  2. [2]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (2006): Tierschutzgesetz (TierSchG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 18. Mai 2006

    https://www.gesetze-im-internet.de/tierschg/

  3. [3]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (2004): Bundesgesetz über den Schutz der Tiere (Tierschutzgesetz – TSchG), BGBl. I Nr. 118/2004

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=20003541

  4. [4]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de) (1976): Bundesjagdgesetz (BJagdG) in der Fassung der Bekanntmachung vom 29. September 1976

    https://www.gesetze-im-internet.de/bjagdg/

  5. [5]

    Bundesrepublik Deutschland – Bundesministerium der Justiz (gesetze-im-internet.de): Strafgesetzbuch (StGB) – § 292 Jagdwilderei

    https://www.gesetze-im-internet.de/stgb/__292.html

  6. [6]

    Republik Österreich – Rechtsinformationssystem des Bundes (RIS) (1974): Strafgesetzbuch (StGB), BGBl. Nr. 60/1974 – §§ 137, 138 (Eingriff in fremdes Jagd- oder Fischereirecht) und § 222 (Tierquälerei)

    https://www.ris.bka.gv.at/GeltendeFassung.wxe?Abfrage=Bundesnormen&Gesetzesnummer=10002296

  7. [7]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trap-check-dispatch

34 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Guardar os alimentos com segurança longe dos animais silvestres

Comida, lixo e itens com cheiro, como pasta de dente ou protetor solar, atraem animais – de camundongos e raposas a ursos. Guardá-los fora do alcance e longe de onde você dorme protege você, seus suprimentos e os animais: um animal que já encontrou comida de pessoas volta e, no pior dos casos, precisa ser abatido. Em algumas áreas, recipientes específicos são obrigatórios.

Em áreas com animais silvestres de grande porte, não guarde comida, lixo ou itens com cheiro dentro da barraca.

Se recipientes à prova de urso, caixas de armazenamento ou o método de pendurar são exigidos, permitidos ou adequados, quem decide é o parque local ou a autoridade de conservação. Confira e siga as regras locais.

Nunca alimente animais de propósito – e também não deixe restos de comida para trás.

Materiais

  • Recipiente para alimentos à prova de animais silvestres(opcional) – Onde é obrigatório ou recomendado
  • Lona plástica / saco de lixo grande(opcional) – Saco de lixo para levar o lixo embora

Passos

  1. 1

    Conferir as regras no local

    Pergunte à administração do parque se os recipientes são obrigatórios ou se há caixas de armazenamento de alimentos.

  2. 2

    Separar cozinhar, comer e dormir

    Cozinhe e coma longe da barraca, de preferência a favor do vento. Não leve para o saco de dormir roupas com forte cheiro de comida.

  3. 3

    Guardar tudo que tem cheiro

    Guarde junto não só a comida, mas também o lixo, as panelas com restos, a pasta de dente, o protetor solar, o sabonete e o protetor labial.

  4. 4

    Guardar fora do alcance

    Em recipientes exigidos, em caixas de armazenamento no local ou conforme a orientação local. Coloque os recipientes longe da barraca.

  5. 5

    Levar o lixo embora

    Leve com você todas as sobras e embalagens; não enterre nem queime nada que os animais possam desenterrar ou que deixe resíduos.

Erros comuns

  • Lanches na barraca ou no bolso da jaqueta durante a noite
  • Esquecer a pasta de dente e o protetor solar
  • Jogar restos de comida no mato
  • Enterrar o lixo
  • Aplicar regras de outro parque

Limites e riscos

  • Sem instruções para pendurar alimentos
  • Sem informações sobre a homologação de recipientes – confira as regras locais

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

  2. [2]

    U.S. National Park Service: Bear Safety

    https://www.nps.gov/subjects/bears/safety.htm

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/track-food-storage-wildlife

35 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Por que armar armadilhas é tão regulamentado

Em muitos países, só quem tem licença de caça ou de captura pode usar armadilhas – muitas vezes apenas certos tipos de armadilha aprovados, para certas espécies, em certas épocas e com obrigações de verificação. Espécies protegidas, em princípio, não podem ser capturadas, e muitos métodos, como armadilhas de mandíbulas ou laços, são simplesmente proibidos em muitos países. Quem planeja qualquer coisa envolvendo animais silvestres verifica antes as regras locais e consulta o órgão responsável.

Construir ou armar armadilhas sem autorização, ou capturar animais protegidos, é crime ou infração administrativa com penas pesadas em muitos países. Verifique as regras locais.

Se você encontrar uma armadilha ou um laço no campo, não toque nem acione – pode causar ferimentos. Anote ou fotografe o local e avise a polícia ou o órgão de conservação da natureza ou de caça.

Passos

  1. 1

    Quem pode?

    Em muitos países, apenas quem tem licença de caça ou autorização especial de captura, às vezes com um curso adicional; em certos casos, profissionais contratados ou órgãos públicos.

  2. 2

    Quais espécies?

    Espécies protegidas são intocáveis, a menos que exista uma exceção oficial. Para espécies de caça valem temporadas de caça e períodos de defeso.

  3. 3

    Quais meios?

    Muitos métodos são proibidos em muitos países, como laços, armadilhas de mandíbulas, armadilhas de cola para animais silvestres ou veneno. Em geral, só são permitidos tipos de armadilha aprovados.

  4. 4

    Quais deveres?

    Deveres típicos incluem verificações regulares, identificação, comunicação das capturas e o tratamento de animais capturados que não eram o alvo.

  5. 5

    Na dúvida: consulte o órgão responsável

    Para informações vinculantes, o órgão local de caça, de conservação da natureza ou veterinário é o responsável. Para problemas com animais silvestres ao redor de casa, veja “Resolver problemas com animais silvestres dentro da lei”.

Erros comuns

  • Aplicar as regras de um país em outro
  • Achar que tudo é permitido em terreno próprio
  • Remover ou acionar por conta própria armadilhas encontradas
  • Tratar vídeos de sobrevivência como fonte jurídica

Limites e riscos

  • Sem aconselhamento jurídico
  • Sem visão completa das regras nacionais

Fontes

  1. [1]

    Council of the European Communities (1992): Council Directive 92/43/EEC on the conservation of natural habitats and of wild fauna and flora (Habitats Directive)

  2. [2]

    Council of Europe (1979): Convention on the Conservation of European Wildlife and Natural Habitats (Bern Convention)

  3. [3]

    Council of the European Communities (1991): Council Regulation (EEC) No 3254/91 prohibiting the use of leghold traps in the Community

    https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX:31991R3254

  4. [4]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-trapping-law

36 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Proteção animal: por que muitas armadilhas são proibidas

Do ponto de vista da proteção animal, as armadilhas levantam três perguntas centrais: a armadilha atinge apenas o animal a que se destina? Ela mata na hora ou segura o animal sem feri-lo? E quanto tempo um animal capturado precisa esperar? Muitas armadilhas tradicionais e improvisadas falham em todos esses testes. Por isso são proibidas em muitos países, e as armadilhas restantes só podem ser usadas por pessoas treinadas e sob condições rigorosas.

Armadilhas de cola causam sofrimento grave aos animais capturados e muitas vezes pegam animais que não são o alvo, como aves ou ouriços. Em alguns países são proibidas ou restritas – escolha alternativas humanitárias e verifique as regras locais.

Passos

  1. 1

    Pergunta 1: quem é atingido?

    Uma armadilha destinada a uma espécie pode pegar com a mesma facilidade um gato, um cão, um ouriço, uma ave de rapina ou um animal protegido – e também colocar pessoas em perigo.

  2. 2

    Pergunta 2: quanto o animal sofre?

    Ferimentos, pânico, contenção prolongada ou morte incompleta significam sofrimento considerável. Armadilhas improvisadas são particularmente problemáticas nesse ponto.

  3. 3

    Pergunta 3: por quanto tempo?

    Quanto mais tempo um animal fica em uma armadilha, maiores são o estresse e o risco de ferimentos. Por isso muitos países têm obrigações rigorosas de verificação.

  4. 4

    Melhor: prevenir

    A solução mais respeitosa com os animais costuma ser evitar os conflitos desde o início: proteger o lixo e os alimentos, mandar fechar corretamente os acessos do edifício e planejar jardins amigáveis à fauna silvestre.

Erros comuns

  • Achar que armadilhas de captura viva são automaticamente respeitosas com os animais
  • Usar armadilhas de cola
  • Achar que uma armadilha caseira mata na hora
  • Soltar por conta própria, em qualquer lugar, animais silvestres capturados

Limites e riscos

  • Sem recomendação de produtos
  • Sem aconselhamento jurídico

Fontes

  1. [1]

    European Community, Canada, Russian Federation: Agreement on International Humane Trapping Standards between the European Community, Canada and the Russian Federation

  2. [2]

    Council of the European Communities (1991): Council Regulation (EEC) No 3254/91 prohibiting the use of leghold traps in the Community

    https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX:31991R3254

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-animal-welfare

37 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Resolver problemas com animais silvestres dentro da lei

Martas no telhado, guaxinins na lixeira, javalis no jardim ou camundongos no porão: a maioria dos conflitos pode ser resolvida sem armadilhas, eliminando a comida e os acessos. Quando isso não bastar, o órgão de fauna silvestre, o detentor do direito de caça ou profissionais licenciados são os responsáveis – em muitos países, só eles podem capturar ou realocar animais silvestres. Para camundongos domésticos e ratos valem regras próprias: siga as orientações locais e as instruções do fabricante e, na dúvida, contrate um controlador de pragas.

Nunca feche aberturas em edifícios sem ter certeza de que nenhum animal – e, acima de tudo, nenhum filhote – ficou lá dentro. Animais presos morrem de forma terrível; durante a época de reprodução, costumam valer regras especiais de proteção. Pergunte a profissionais.

Veneno coloca em risco crianças, animais de estimação, aves de rapina e outros animais que não são o alvo. Em muitos países, muitos raticidas são reservados a profissionais ou só estão disponíveis com restrições. Use somente conforme as instruções do fabricante e as regras locais, fora do alcance de crianças e animais.

Não se aproxime de javalis, principalmente de fêmeas com filhotes, e não os encurrale. Se houver perigo, entre em casa e entre em contato com o órgão responsável ou a polícia.

Fezes e ninhos de roedores e animais silvestres podem conter agentes patogênicos. Use luvas ao limpar, não levante poeira (limpe com pano úmido) e siga as orientações locais de saúde.

Materiais

  • Recipiente hermético próprio para alimentos(opcional) – Guarde mantimentos e ração de animais bem fechados
  • Luvas descartáveis(opcional) – Ao remover fezes

Passos

  1. 1

    Observar o problema

    Que sinais, danos e ruídos há, e em que horário? Fotos, uma câmera de fauna no seu próprio jardim ou uma área de rastros ajudam a identificar a causa.

  2. 2

    Eliminar a comida

    Feche ou proteja as lixeiras, não deixe ração de animais do lado de fora, não ponha restos de comida no composto, recolha frutas caídas e instale comedouros de aves de modo que nada caia no chão.

  3. 3

    Proteger os acessos – do jeito certo

    Retire apoios de escalada nas fachadas e instale grades nas aberturas do porão e de ventilação. Só mande fechar aberturas ocupadas depois que profissionais confirmarem que não há nenhum animal dentro.

  4. 4

    Consultar os responsáveis

    Para animais silvestres: órgão de fauna silvestre, de caça ou de conservação da natureza, o detentor do direito de caça ou profissionais licenciados. Para camundongos domésticos e ratos: controladores de pragas ou o órgão de saúde/ordem pública, conforme as regras locais.

  5. 5

    Roedores dentro de casa

    Guarde os alimentos bem fechados, vede os buracos, mantenha tudo em ordem. Quem agir por conta própria escolhe produtos humanitários e aprovados, conforme as orientações locais, segue exatamente as instruções do fabricante e mantém crianças e animais de estimação afastados. Nada de armadilhas de cola.

Erros comuns

  • Capturar animais silvestres por conta própria e soltá-los em outro lugar
  • Fechar aberturas com animais dentro
  • Deixar veneno à vista
  • Alimentar animais e depois se surpreender com as visitas
  • Usar armadilhas de cola

Limites e riscos

  • Sem instruções de captura ou de iscas
  • Sem orientação jurídica – verifique as regras locais

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

  2. [2]

    Council of the European Communities (1992): Council Directive 92/43/EEC on the conservation of natural habitats and of wild fauna and flora (Habitats Directive)

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-problem-wildlife

38 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Animais selvagens feridos ou aparentemente abandonados encontrados

Uma ave ferida, um cervo depois de uma colisão na estrada, um filhote sozinho na grama: o primeiro impulso é ajudar – mas a ajuda errada muitas vezes faz mal. Muitos filhotes “abandonados” estão sendo cuidados pelos pais. Animais selvagens feridos podem morder, arranhar e transmitir doenças. O jeito certo: mantenha distância, observe, proteja-se e contate um resgate de animais selvagens, um veterinário ou a autoridade responsável. Após colisões com animais maiores, em muitos países avise a polícia.

Após uma colisão com animal silvestre, primeiro sinalize e proteja o local (pisca-alerta, colete refletivo, triângulo de sinalização) e não se coloque em perigo. Se houver pessoas feridas, ligue para o número de emergência local (112 na UE). Não toque em animais grandes feridos – eles podem chutar. Avise a polícia ou o órgão responsável; verifique as regras locais.

Nunca pegue animais silvestres com as mãos nuas, especialmente morcegos e mamíferos: mordidas e arranhões podem transmitir doenças como a raiva. Procure ajuda médica após qualquer mordida ou arranhão.

Em muitos países é proibido capturar ou manter animais silvestres – mesmo feridos – sem autorização; espécies de caça costumam estar sujeitas à lei de caça e a proibições de captura. Verifique as regras locais.

Materiais

  • Telefone celular – Chamada de emergência, resgate de animais silvestres, fotos
  • Colete de alta visibilidade(opcional) – Em uma colisão com animal silvestre na estrada
  • Luvas descartáveis(opcional)

Passos

  1. 1

    Sua própria segurança

    Em estradas, sinalize e proteja o local, mantenha distância de animais grandes e mantenha crianças e cães longe.

  2. 2

    Observar à distância

    O animal está visivelmente ferido (sangue, asa quebrada, não consegue ficar de pé) ou apenas sozinho? No caso de filhotes sem ferimentos, observe de uma distância maior e por mais tempo para ver se os pais aparecem.

  3. 3

    Não tocar

    Deixe os filhotes sem ferimentos onde estão e saia do local logo. Não dê comida nem água a eles.

  4. 4

    Chamar especialistas

    Entre em contato com um centro regional de resgate de animais silvestres, um veterinário, uma organização de proteção animal, o órgão de conservação da natureza ou de caça, ou a polícia. Descreva o local com precisão e ofereça uma foto tirada à distância.

  5. 5

    Siga as instruções

    Somente se os especialistas pedirem expressamente, coloque um animal pequeno em uma caixa ventilada, usando luvas ou um pano, e mantenha-o em silêncio, no escuro e aquecido até a ajuda chegar.

Erros comuns

  • “Resgatar” filhotes de cervo ou aves jovens que não estão abandonados de forma alguma
  • Pegar animais silvestres com as mãos nuas
  • Dar leite ou pão
  • Querer tratar sozinho animais feridos até que se recuperem
  • Simplesmente seguir viagem após uma colisão com animal silvestre quando há obrigação de comunicar

Limites e riscos

  • Sem instruções de tratamento veterinário
  • Sem regras específicas por espécie – pergunte a especialistas

Fontes

  1. [1]

    Leave No Trace Center for Outdoor Ethics: The Seven Principles of Leave No Trace (Principle 5: Minimize Campfire Impacts)

    https://lnt.org

  2. [2]

    European Commission: 112 – the European emergency number

    https://digital-strategy.ec.europa.eu/en/policies/112

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-injured-wildlife

39 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Passeando com o cão: proteger a fauna silvestre e conhecer as regras

Até cães mansos fazem a fauna silvestre fugir e sofrer estresse; nas épocas de reprodução e de nascimento, ninhadas e filhotes podem ser perdidos. As regras sobre o uso de guia variam conforme o país, a área e a estação. Manter o cão na guia onde for necessário, ficar nas trilhas e treinar o chamado protege a fauna, o seu cão e evita problemas legais.

Se o cão perseguir a fauna silvestre, não corra atrás dele – principalmente perto de estradas, encostas íngremes ou água. Chame, espere e depois coloque a guia. Comunique um animal silvestre ferido ao órgão responsável ou pelo número de emergência local.

Em algumas regiões, cães que perseguem a fauna podem resultar em multas ou outras medidas. As regras variam muito – verifique no local.

Não deixe o cão comer de carcaças, fezes ou beber água com animais mortos – risco de doenças e parasitas.

Materiais

  • Guia para cão (curta ou longa)
  • Lanterna de cabeça / lanterna de mão(opcional)
  • Telefone celular

Passos

  1. 1

    Conhecer as regras antes

    Informe-se sobre obrigações de uso de guia, épocas de reprodução e de nascimento, regras de áreas protegidas e eventuais proibições de cães na região – elas variam conforme o país, a região e a estação.

  2. 2

    Usar a guia onde for necessário

    Use a guia nas épocas de reprodução e de nascimento, em áreas protegidas, em travessias de animais, ao entardecer e quando houver fauna à vista. Guia longa somente com peitoral.

  3. 3

    Permanecer nas trilhas

    Campos, caniçais, matagais e margens de água são refúgios. Mantenha o cão na trilha.

  4. 4

    Treinar o chamado

    Pratique primeiro o chamado sem distrações e depois, aos poucos, com distrações; use uma guia longa até o chamado ser confiável. Procure uma escola de adestramento, se necessário.

  5. 5

    Durante encontros

    Chame o cão para perto, siga caminhando com calma ou volte. Mantenha grande distância de animais silvestres com filhotes; em áreas de lobos, mantenha o cão perto de você.

Erros comuns

  • “Ele não persegue” – até que persegue
  • Guia longa presa à coleira
  • Deixar o cão correr por campos na época de nidificação
  • Correr atrás do cão que persegue um animal por terreno acidentado
  • Aplicar as regras de casa a áreas de férias

Limites e riscos

  • Sem lista de obrigações específicas de uso de guia
  • Sem adestramento detalhado do cão

Fontes

  1. [1]

    Council of the European Communities (1992): Council Directive 92/43/EEC on the conservation of natural habitats and of wild fauna and flora (Habitats Directive)

  2. [2]

    Council of Europe (1979): Convention on the Conservation of European Wildlife and Natural Habitats (Bern Convention)

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-dogs-and-wildlife

40 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Cervos e javalis: evitar colisões com animais silvestres e agir corretamente

Colisões com animais silvestres acontecem principalmente ao entardecer e ao amanhecer, nas bordas de florestas e em campos. Dirigir mais devagar, levar a sério as placas de aviso de cervos e esperar que outros animais venham atrás reduz o risco. Se houver um animal na pista: freie de forma controlada, use a buzina, baixe os faróis e não desvie bruscamente. Após uma colisão, sinalize o local, avise a polícia ou o órgão responsável e não toque no animal nem o leve.

Não desvie de forma arriscada. Manobras para desviar levam você para a pista contrária ou contra árvores e costumam ser mais perigosas do que atingir o animal.

Após uma colisão, ligue o pisca-alerta, vista o colete refletivo e sinalize o local com o triângulo. Se houver pessoas feridas, ligue para o número de emergência local (112 na UE).

Não toque em animais feridos – em pânico, eles podem morder, chutar ou atacar. Não leve animais mortos; isso pode ser considerado caça ilegal. Verifique as regras locais.

Materiais

  • Colete de alta visibilidade
  • Triângulo de sinalização
  • Telefone celular
  • Kit de primeiros socorros (doméstico)(opcional)

Passos

  1. 1

    Dirigir com antecipação

    Reduza a velocidade perto de bordas de mata, campos e placas de travessia de cervos, principalmente ao entardecer, à noite e no outono e na primavera. Observe as margens da via – os olhos dos animais refletem nos faróis.

  2. 2

    Animal na pista

    Freie de forma controlada, segure firme o volante e permaneça na sua faixa, buzine, baixe os faróis. Espere que haja mais animais.

  3. 3

    Sinalizar depois de uma colisão

    Ligue o pisca-alerta, vista o colete refletivo, saia do carro pelo lado oposto ao tráfego, coloque o triângulo de sinalização e vá para trás da barreira de proteção.

  4. 4

    Comunicar

    Avise a polícia ou o órgão local responsável – em muitos países isso é obrigatório. Informe o local exato, mesmo que o animal tenha fugido, para que possa ser procurado.

  5. 5

    Documentar

    Fotografe os danos e o local; peça um comprovante para a seguradora, quando for costume.

Erros comuns

  • Desviar de forma arriscada
  • Ir em direção ao animal com farol alto
  • Tocar em um animal ferido ou colocá-lo no carro
  • Não comunicar o acidente porque o animal fugiu
  • Acelerar de novo logo depois do primeiro animal

Limites e riscos

  • Sem obrigações de comunicação vinculantes para cada país
  • Sem orientações de primeiros socorros para animais

Fontes

  1. [1]

    Department for Transport and Driver and Vehicle Standards Agency (United Kingdom): The Highway Code

    https://www.gov.uk/guidance/the-highway-code

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-wildlife-road-safety

41 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Ciência cidadã: como relatar avistamentos e rastros de forma útil

Organizações de conservação, instituições de pesquisa e autoridades reúnem observações de voluntários – de contagens de aves a projetos de armadilhas fotográficas e relatos de animais atropelados. Relatos úteis seguem um protocolo fixo, incluem comprovação, indicam abertamente a incerteza e protegem as espécies sensíveis. Bons registros são feitos sem perturbar os animais.

Não compartilhe publicamente as coordenadas exatas de espécies raras ou sensíveis a perturbação (por exemplo, locais de reprodução, tocas, ninhos de aves de rapina). Muitas plataformas ocultam esses dados – verifique as configurações.

Antes de enviar, remova ou desfoque fotos e imagens de armadilhas fotográficas que mostrem pessoas ou placas de veículos.

Materiais

  • Telefone celular
  • Caderno de anotações e lápis
  • Binóculos(opcional)
  • Fita métrica ou régua dobrável(opcional)

Passos

  1. 1

    Escolher um projeto

    Escolha um projeto com uma pergunta e instruções claras, por exemplo contagens regionais, transectos de rastros na neve, projetos de armadilhas fotográficas ou registro de animais atropelados.

  2. 2

    Seguir o protocolo

    Siga exatamente o percurso, a duração e o método de contagem. Anote os desvios.

  3. 3

    Garantir as comprovações

    Foto com escala, gravação de som para cantos e chamados, medidas para rastros. Registre data, hora e local automaticamente ou com cuidado, à mão.

  4. 4

    Indicar a incerteza

    Relate apenas o que você consegue identificar com segurança ou marque explicitamente como 'incerto' ou no nível de gênero. Aceite a revisão por especialistas.

  5. 5

    Proteger as espécies e as pessoas

    Sem perturbar para tirar uma foto, ocultar locais sensíveis, respeitar a privacidade nas imagens.

Erros comuns

  • Comunicar identificações incertas como se fossem certas
  • Chegar perto demais para tirar uma foto de comprovação
  • Publicar a localização exata de ninhos de aves de rapina
  • Relatar só o que é raro e deixar de fora as espécies comuns

Limites e riscos

  • Sem recomendação de plataformas específicas
  • Sem identificação de espécies

Fontes

  1. [1]

    European Citizen Science Association (ECSA) (2015): Ten Principles of Citizen Science

    https://www.ecsa.ngo/10-principles/

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-citizen-science

42 · Lei e proteção animal · Revisão especializada pendente

Tornar a casa à prova de roedores: vedar em vez de capturar

Camundongos e ratos vêm atrás de comida e abrigo e usam aberturas muito pequenas. O que ajuda a longo prazo: reconhecer os sinais, encontrar os pontos de entrada e vedá-los com metal, guardar os alimentos fora do alcance e remover as fezes com segurança e com o material úmido. Captura e veneno ficam a cargo do controle profissional de pragas, conforme as regras locais.

Nunca varra nem aspire a seco fezes e ninhos de roedores – os agentes patogênicos podem ser inalados com a poeira. Primeiro ventile, use luvas, encharque com solução desinfetante, deixe agir e recolha com papel-toalha.

Não vede aberturas enquanto houver animais – principalmente filhotes – dentro do imóvel. Morcegos e aves também podem usar as aberturas e, em muitos lugares, são rigorosamente protegidos. Na dúvida, consulte profissionais.

O veneno põe em risco crianças, animais de estimação e a fauna silvestre; muitos produtos são aprovados só para profissionais. Deixe a captura e o controle com o controle profissional de pragas, conforme as regras locais. Nada de armadilhas de cola.

Nunca misture água sanitária com outros produtos de limpeza (principalmente os que contêm ácido ou amônia) – gases tóxicos.

Materiais

  • Tela metálica e material de vedação contra roedores
  • Lanterna de cabeça / lanterna de mão
  • Luvas descartáveis
  • Água sanitária doméstica sem perfume (hipoclorito de sódio) – Diluída como desinfetante, conforme o rótulo
  • Máscara respiratória com filtro de partículas (FFP2/N95)(opcional)
  • Recipiente hermético próprio para alimentos

Passos

  1. 1

    Reconheça os sinais

    Fezes, marcas de roedura, manchas de gordura nas paredes, ninhos de papel ou isolamento, ruídos de arranhões à noite. Anote onde os encontrar.

  2. 2

    Encontrar os pontos de entrada

    Verifique por fora e por dentro com uma lanterna: passagens de tubos e cabos, frestas em portas e portões, aberturas de ventilação, janelas de porão, juntas na fundação. Mesmo frestas da largura de um lápis podem bastar para camundongos.

  3. 3

    Vedar contra roedores

    Preencha frestas pequenas com palha de aço e sele com vedante; as maiores, com tela metálica, chapa de metal ou argamassa. Instale vedações de porta ou borrachas de escova nas portas externas. Cubra as aberturas de ventilação com tela em vez de fechá-las.

  4. 4

    Eliminar a comida

    Guarde alimentos e ração de animais em recipientes fechados e o lixo em lixeiras tampadas; ofereça ração para pássaros de modo que nada caia no chão; não ponha restos de comida na composteira.

  5. 5

    Limpar com segurança

    Ventile por 30 minutos, use luvas, encharque fezes e ninhos com solução desinfetante e deixe agir, recolha com papel-toalha, descarte em saco fechado, limpe as superfícies e lave as mãos.

  6. 6

    Envolver profissionais

    Em caso de infestação persistente, ratos dentro de casa ou dúvida, contrate um controlador de pragas; siga as regras locais de notificação e controle.

Erros comuns

  • Vedar só com espuma expansiva
  • Varrer ou aspirar fezes a seco
  • Fechar aberturas com animais dentro
  • Deixar veneno à vista
  • Usar armadilhas de cola
  • Só capturar, sem vedar

Limites e riscos

  • Sem orientação para capturar ou envenenar
  • Sem instruções de construção para partes do imóvel
  • Não é aconselhamento médico

Fontes

  1. [1]

    Centers for Disease Control and Prevention (CDC): Rodents – prevention and control guidance (Seal Up! Trap Up! Clean Up!)

    https://www.cdc.gov/healthy-pets/rodent-control/index.html

  2. [2]

    Council of the European Communities (1992): Council Directive 92/43/EEC on the conservation of natural habitats and of wild fauna and flora (Habitats Directive)

Rev. 1 · Versão online: https://survivebetter.com/pt/explore/tracking/trk-rodent-proofing